Wetheknot reaproveita materiais

Num ano em que prevê melhorar os resultados financeiros, a marca portuguesa lançou a coleção de outono-inverno intitulada Cova do Vapor, que incorpora sobras de fios, etiquetas e tecidos de produções anteriores nas novas peças.

[©wetheknot]

Apesar do nome, a Cova do Vapor, aldeia piscatória da margem sul do Tejo, não foi a inspiração inicial para o desenvolvimento das peças desta coleção, tendo sido escolhida posteriormente para a sessão fotográfica. A wetheknot destaca a diversidade de texturas e cores do local como as características que se refletem na combinação de elementos utilizados nesta coleção de outono-inverno. «As peças ligam-se à singularidade deste lugar através de uma sensação de irregularidade, expressa na combinação espontânea de diferentes texturas e materiais», refere Filipe Cardigos, fundador e designer da wetheknot.

Disponível desde 23 de setembro, a Cova do Vapor inclui peças de malha com fio com efeitos mesclados e uma nova mala em tecido com fios Seaqual, poliamida reciclada e materiais reaproveitados de produções anteriores. Para produzir os novos gorros, a wetheknot utilizou sobras de fio da coleção do ano anterior, «prolongando ainda mais a vida útil dos materiais existentes e criando continuidade entre as coleções».

A marca mantém atualmente a loja própria em Alfama, em Lisboa, e está presente em lojas multimarca em Portugal, nomeadamente em três espaços da Brandz, em Lisboa, e na Couve, também na capital. No Porto, vende através da CRU e da usoluso, enquanto a BeWe, em Cascais, a AndaVer Portugal, em Leiria, e a Cobblestone, em Lagos, completam a rede nacional da marca. Paralelamente, a wetheknot está a negociar uma parceria com uma loja integrada na rede de aeroportos portugueses.

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No estrangeiro, a wetheknot vende através de algumas lojas na Europa e na Austrália. Os mercados europeus continuam a ser os principais destinos comerciais, seguindo-se, entre os mercados de exportação destacados pela wetheknot, os EUA. Segundo o fundador, o canal físico «ocupa maior destaque nas finanças da empresa», embora o comércio eletrónico esteja a crescer gradualmente, tanto nas vendas «B2B como em B2C».

Em 2025, a marca registou um pequeno prejuízo, que Filipe Cardigos atribui aos investimentos realizados e ainda não recuperados. Para 2026, a wetheknot espera manter a melhoria dos resultados alcançada até ao final do primeiro semestre, embora o fundador e designer da wetheknot reconheça as dificuldades associadas à dimensão da empresa. «Este ano estamos otimistas e com o resultado a melhorar até ao final do primeiro semestre. Esperamos manter, mas é bastante complexo para uma microempresa», afirma Filipe Cardigos.