Americanos valorizam vestuário que dura

Os consumidores dos EUA dão valor à durabilidade e à qualidade na compra de vestuário e os mais jovens atribuem mais importância ao custo por utilização, verificando mais frequentemente as certificações de sustentabilidade.

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Os dados do mais recente Ipsos Consumer Tracker, realizado a 22 e 23 de setembro de 2026 junto de 1.083 pessoas nos EUA, mostram que 83% dos inquiridos consideram que o vestuário mais caro não tem necessariamente melhor qualidade. Além disso, 82% afirmam que as marcas estão a tornar-se menos importantes na decisão de compra. Enquanto 83% dos consumidores mais jovens consideram que o vestuário caro não tem necessariamente melhor qualidade, esta opinião é partilhada por 89% dos maiores de 55 anos. Quanto à perda de importância das marcas, as percentagens são de 79% e 84%, respetivamente.

A confiança na capacidade de avaliar os produtos também é elevada. Cerca de 79% dos inquiridos confiam na sua capacidade para avaliar a qualidade do vestuário independentemente do preço, enquanto 81% sentem orgulho em encontrar uma boa compra, seja de uma marca ou de uma imitação. Por sua vez, 78% valorizam mais a composição da peça do que a marca.

A durabilidade é outro critério relevante, com cerca de 77% dos consumidores a revelarem estar dispostos a pagar mais por uma peça que acreditam durar mais tempo, enquanto 70% têm em conta a durabilidade antes de decidirem comprá-la.

O custo por utilização é considerado por 49% dos inquiridos, mas os resultados variam consoante a idade. Entre os consumidores dos 18 aos 34 anos, 59% têm em conta este indicador nas compras de vestuário, contra 55% no grupo dos 35 aos 54 anos e 36% entre os maiores de 55 anos.

Também na pesquisa prévia à compra se registam diferenças geracionais. Cerca de 61% dos consumidores dos 18 aos 34 anos procuram informação sobre os materiais, a confeção ou a qualidade das peças, face a 41% dos inquiridos entre os 35 e os 54 anos e 44% dos maiores de 55 anos.

A verificação de certificações de sustentabilidade é o critério menos referido entre as atitudes analisadas e apenas 32% dos consumidores confirmam se uma peça apresenta certificações. Entre os consumidores dos 18 aos 34 anos, a percentagem sobe para 49%, contra 32% no grupo dos 35 aos 54 anos e 19% entre os maiores de 55 anos.

O inquérito aborda ainda a perceção dos consumidores norte-americanos sobre as tarifas comerciais. Cerca de 81% preveem que estas aumentem os preços dos bens que compram, acima dos 66% registados em janeiro de 2025. Além disso, 71% afirmam já ter observado aumentos de preços associados às tarifas, face a 43% em fevereiro de 2025.

Apenas 29% consideram justo que as empresas transfiram estes custos para os consumidores, enquanto 40% discordam. Quanto ao impacto no emprego, 24% acreditam que as tarifas criarão postos de trabalho nos EUA, contra 48% que discordam.