Mercado de roupa em segunda-mão continua a crescer

As vendas de vestuário previamente usado estão a aumentar, de acordo com o 12.º estudo da plataforma online ThredUp, que revela ter havido uma subida de 31% em 2023 em comparação com o ano anterior.

[©ThredUp]

Em 2028, o mercado de vestuário em segunda-mão deverá atingir 350 mil milhões de dólares, representando uma taxa de crescimento anual de 11%. Já em 2025, as vendas de roupa usada deverão representar 10% do mercado mundial de moda, segundo o Resale Report, produzido pela ThredUp.

O estudo sublinha que a revenda de vestuário cresceu a um ritmo 15 vezes superior ao do mercado de retalho de vestuário. Isso está igualmente a fazer com as marcas enveredem por este negócio, havendo atualmente cerca de 163 marcas a oferecer roupa em segunda-mão aos seus consumidores, um número que cresceu em 2023 (mais 39 marcas e retalhistas), incluindo a entrada de players como a H&M, a Kate Spade e a J. Crew.

O documento, que foi produzido em parceria com a GlobalData, refere que 51% dos consumidores da Geração Z preferem comprar os artigos em segunda-mão online, uma taxa superada pelos Millennials, onde sobre para 55%. O preço continua a ser um fator decisivo, com 59% dos consumidores a afirmarem que preferem não fazer uma compra se não conseguirem encontrar um bom negócio.

Do lado das empresas, 62% dos executivos do retalho acreditam que os seus consumidores se preocupam com a sustentabilidade e os avanços feitos no estabelecimento de objetivos nesse âmbito foi a razão para 77% estarem a considerar a revenda – a terceira principal razão apontada, a seguir à aquisição de mais clientes (89%) e gerar receitas (85%).

«O mercado mundial de vestuário em segunda-mão continua a florescer – uma prova do valor intrínseco que os compradores encontram na experiência de segunda-mão e uma prova da mudança sísmica em direção a um ecossistema de moda mais circular», destaca James Reinhart, CEO da ThredUp. «Ao celebrarmos este progresso, também reconhecemos o papel poderoso que o governo pode desempenhar na aceleração da transição para um futuro mais sustentável para a moda», acrescenta.

«Com mais de metade dos consumidores a ter comprado vestuário em segunda-mão no ano passado, é evidente que a revenda está agora firmemente implantada na moda. O segunda-mão transcende gerações, com o papel da revenda a mudar ao longo da vida dos consumidores, sublinha Neil Saunders, diretor-geral da GlobalData.  «Os mais jovens voltam-se para a segunda-mão por uma questão de autoexpressão e para ajudar a criar o seu estilo pessoal, os pais para vestirem a família a preços controlados e de uma forma consciente em termos ecológicos, e as gerações mais velhas para conseguirem ter marcas de gama mais alta a preços acessíveis e pela adrenalina da pesquisa. A flexibilidade do segunda-mão a responder a estas necessidades variáveis é uma das principais razões para se ter tornado tão popular e ter uma trajetória de crescimento tão promissora», conclui.