Dalmodal procura novos mercados

A celebrar 13 anos de atividade, a empresa de têxteis-lar está a avançar na internacionalização, com a repetição da presença na Guimarães Home Fashion Week a garantir novos contactos nos mercados externos.

António Matos

Fundada em 2011, a empresa – que inicialmente funcionou sob a designação Carlan – tem vindo a diferenciar-se no mercado como «empresa transformadora», descreve o gerente António Matos. «Dedicámo-nos sempre à transformação de produto, de tecidos que nós idealizamos ou aos quais damos o nosso toque criativo nas tecelagens», explica. «Depois fazemos a parte da confeção, com aplicação de rendas, por exemplo. No fundo, damos o valor acrescentado», resume.

Almofadas, que constituem o core business, mas também caminhos de mesa e individuais fazem parte da oferta da Dalmodal, que recentemente começou a explorar o mercado internacional, após anos de atuação exclusiva no mercado interno. Esta mudança estratégica deve-se à crescente pressão sobre os preços, o que levou a empresa a procurar novas oportunidades fora de Portugal. «O mercado interno obriga-nos a reduzir preços constantemente, independentemente da qualidade do produto. Decidimos que era o momento certo para mostrar a nossa capacidade e criatividade além-fronteiras», sublinha António Matos.

A internacionalização tem sido feita através de feiras e contactos diretos com agentes. «Participámos pela segunda vez na Guimarães Home Fashion Week e este ano tivemos visitantes de várias nacionalidades, incluindo japoneses, finlandeses, neerlandeses, gregos, espanhóis, alemães e até um potencial cliente russo», enumera o gerente da Dalmodal.

Apesar da empresa estar agora a dar os primeiros passos ativos na exportação, 15% das suas vendas já são provenientes dos mercados internacionais. A ideia é continuar a explorar, sobretudo, os países mais próximos. «É o mais fácil em termos de transportes, de compreensão, de ideologia, daí o nosso foco estar a ser a Europa», aponta.

Reconhecendo que os tempos não têm sido fáceis, o gerente da Dalmodal revela que a empresa tem conseguido crescer, graças, em parte, à ampliação da oferta e à conquista de novos compradores. «No ano passado, conseguimos melhorar os nossos números devido à diversificação e à procura de novos clientes. No entanto, o mercado nacional continua a deteriorar-se», afirma o gerente da empresa.

Com uma equipa de apenas seis pessoas, a flexibilidade é uma das mais-valias da Dalmodal. «A nossa estrutura permite-nos mudar rapidamente de produto e adaptar-nos às necessidades dos clientes, mas a rentabilidade é sempre um desafio», assume António Matos.

Os objetivos futuros da empresa passam por um crescimento sustentável de 5% a 10% ao ano, mantendo-se fiel à sua missão de transformar produtos têxteis com criatividade e qualidade. «Não temos ambições de crescer exponencialmente. Queremos um crescimento sustentado que permita manter a nossa estrutura leve e ágil», conclui o gerente da Dalmodal.

António Matos e Cláudio Costa (comercial)