O desafio proposto a um grupo de crianças numa escola, há um ano, inserido na celebração do Dia da Mãe, deu origem à nova criação: «uma mala vermelha vibrante, inspirada num desenho de Maria, uma menina de oito anos», explica Eliana Barros, fundadora da Ownever.
Todas as peças são fabricadas exclusivamente em Portugal, com artesãos de porcelana e tecelagem manual e um atelier especializado em marroquinaria, permitindo atingir a autenticidade, qualidade e a produção ética, transparente e próxima que a marca procura, sublinha.
A mala Amoré, acredita Eliana Barros, adiciona «uma dimensão ainda mais romântica e emotiva à marca». A fundadora refere ainda ter sido possível «criar algo raro: transformar o imaginário de uma criança, que sonhou a mala perfeita para a mãe, em realidade. Não se trata apenas de mais uma peça desenhada sem um propósito concreto, é exatamente este tipo de história e de significado que a Ownever procura materializar. Na minha perspetiva, este é um olhar muito inovador e diferenciador dentro da moda e da indústria».
Expansão internacional
O mercado nacional continua a representar a maioria das vendas da Ownever, mas o interesse internacional está a começar a aumentar. No entanto, «vender para fora não é apenas traduzir um site. Implica compreender mercados diferentes, construir confiança com os consumidores que não nos conhecem e competir com marcas que têm estruturas muito maiores», aponta a fundadora da marca portuguesa. Para já, França, Alemanha e Canadá surgem como os países onde a marca começa a ter uma presença sólida.

Num setor que afirma estar voltado para grandes produções e exigências industriais, a Ownever mantém a sua produção em pequena escala, com foco na qualidade e sustentabilidade. Os desafios são vários, desde as quantidades mínimas exigidas pelos fornecedores à falta de «apoios financeiros, ferramentas de produção avançadas e até visibilidade», indica Eliana Barros. «Há pouca flexibilidade para quem quer fazer algo diferente, testar novas abordagens ou apostar em produções de menor escala e personalizadas», acrescenta a fundadora.
Mesmo com estas dificuldades, o que motiva a continuação da Ownever é a manutenção da sua identidade e o crescimento sustentável sem ter de comprometer os valores que levaram à criação da marca. «Acima de tudo, queremos continuar fiéis à missão que nos guia desde o início: criar peças intemporais, com alma, feitas em Portugal, que valorizam o detalhe, a autenticidade e resistem ao tempo», refere Eliana Barros.
Para o futuro, o objetivo é crescer de forma orgânica e consistente e a aposta passa por continuar a colaborar com artesãos portugueses e lançar novas edições limitadas. «Estamos a viver um momento de mudança, onde cada vez mais pessoas valorizam o que é genuíno e transparente e isso tem sido um motor para o nosso crescimento», ressalta a fundadora da Ownever.




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