Aida quer chegar à casa toda

Fundada em 2021 por quatro primas que quiseram dar um toque de modernidade à mesa sem perder o ADN português, a marca já alargou a sua oferta para a cama e vai agora a diversificar o seu portefólio com artigos de decoração.

Rita Apolinário e Francisca Santoalha

A história da empresa começou há cerca de três anos, quando quatro primas – Rita Apolinário, Joana Santoalha Carneiro, Inês Santoalha Carneiro e Francisca Santoalha – decidiram pôr mãos obras para suprir uma falha no mercado.

«Detetámos que ainda não havia muitas marcas portuguesas com artigos de mesa como os nossos, com bordados atuais e modernos», explica, ao Portugal Têxtil, Francisca Santoalha. «Sempre gostámos de ter uma mesa bem-posta, de convívios, com mesas bonitas para receber os amigos. O que víamos era sempre aquele clássico, já um bocadinho desatualizado. As pessoas queriam algo um bocadinho mais irreverente, com vida», acredita

A Aida surgiu em pleno contexto pandémico, quando as pessoas começaram a valorizar mais os artigos de casa e a passar mais tempo nos seus lares. «Quando voltaram os convívios, nós já estávamos lá. E as pessoas, quando começaram a receber pessoas outra vez, já era com os nossos artigos», destaca Rita Apolinário.

A marca iniciou-se com a roupa de mesa e, há cerca de um ano, introduziu a linha de roupa de cama, após a sua primeira feira em Paris, na Maison&Objet.

Além de participar em feiras – a marca estreou-se em maio na Guimarães Home Fashion Week –, a Aida está a expandir a sua presença no mercado global. «Os nossos principais mercados são Portugal e Espanha, Reino Unido, Itália e França», enumera Francisca Santoalha, acrescentando que também têm clientes na América Latina. A marca vende diretamente ao consumidor final e a retalhistas, mas também em private label. «Mas a marca Aida vinga mais», sublinha Rita Apolinário.

O foco atual da Aida está na internacionalização da marca e na expansão para novos mercados, estando inclusivamente a equacionar uma possível feira no Dubai. «Estamos a crescer e a procurar novos mercados e clientes. A participação em feiras ajuda-nos muito a chegar aos clientes e a conhecê-los. É muito importante manter a relação pessoal», indica Francisca Santoalha.

Além dos têxteis de mesa, banho e cama, a Aida está a diversificar a sua oferta com produtos de decoração, incluindo mobiliário, sempre com o objetivo de manter a produção em Portugal. «Estamos a tentar tocar em todos os pontos da casa. A longo prazo, queremos que tudo seja português. Sentimos que os clientes adoram tudo o que seja português, valorizam imenso o “made in Portugal”», enfatiza Rita Apolinário.