re.store distinguida

A marca portuguesa focada na inclusão social e na sustentabilidade recebeu o prémio Business Success Awards 2023 da IPBN - Ireland Portugal Business Network pelas características do seu modelo de negócio.

A equipa da re.store, com Sílvia Correia no centro [©re.store]

O prémio, ao qual concorreram 14 empresas, foi atribuído pelas «conquistas em inovação e mudanças significativas e transformacionais nos negócios», explica a IPBN – Ireland Portugal Business Network, uma associação que tem como missão promover a cooperação empresarial, social e cultural entre empresários portugueses e irlandeses. «Além disso, a sustentabilidade e as oportunidades de emprego foram consideradas de particular importância, assim como a promoção do comércio entre Portugal e a Irlanda. Estes pilares, em linha com os do IPBN, foram os fatores decisivos na seleção dos vencedores», acrescenta.

A re.store, que venceu o prémio juntamente com a Enerview Solutions e a Bridge In, foi distinguida pelo seu modelo de negócio, que responde a três desafios: inclusão social, redução dos resíduos e da pegada ecológica da indústria têxtil, e consciencialização dos consumidores para a necessidade de otimizar os recursos do planeta.

«Este é um reconhecimento do trabalho desenvolvido pela equipa re.store e pelos nossos parceiros sociais. Pertence também aos parceiros industriais e aos membros da nossa tribo por contribuírem para o aumento do impacto do nosso trabalho nas pessoas e no planeta. Estamos muito felizes porque foram submetidas 14 candidaturas e nós fomos uma das três vencedoras escolhidos pelo júri», afirma Sílvia Correia, fundadora e CEO da marca.

Segundo a re.store, um dos projetos que contribuiu para esta distinção foi o trabalho desenvolvido empresa irlandesa MusicMaker, que desafiou a marca a criar alças para guitarras feitas a partir de passamanarias e cintos de segurança de automóveis, que foram confecionadas por parceiros sociais, no caso uma família de refugiados sírios residente em Braga.

Diversidade de projetos

No seu website, a IPBN destaca a história de sucesso da marca, nomeadamente a sua capacidade de adaptação e inovação, que levou à criação de duas submarcas para fazer face à redução da procura por parte dos consumidores devido a condicionantes externas, como a inflação e a incerteza causada pelos diferentes conflitos armados. «Acreditamos estrategicamente que estas áreas nos trarão melhores resultados de negócio, possibilidades de escala, chegar a novos alvos e mercados e aumentar os nossos principais indicadores de impacto social e ambiental. Lançamos, por isso, a re.store Wear e a re.store Pet com a mesma essência: material têxtil reciclado e confeção feita pelos nossos parceiros sociais, promovendo assim a sua inclusão social, autoestima e remuneração justa pelo seu trabalho», indica Sílvia Correia.

A re.store está ainda a alargar a sua intervenção ao nível social, com novos parceiros. «Começámos a trabalhar com idosos, no sentido de uma política de envelhecimento ativo, e com um estabelecimento prisional em Guimarães, com um grupo de 10 reclusos que vão trabalhar nas camas de animais, promovendo futuras possibilidades de emprego», revela a fundadora e CEO da marca. «Um processo inovador que gostaríamos de destacar é que os reclusos serão formados por um parceiro social que tem trabalhado connosco quase desde o início: uma família de refugiados sírios que vive em Guimarães. Ambas as coleções são costuradas por parceiros sociais que lhes dá uma remuneração justa e promove a sua inclusão e integração social através do desenvolvimento de aptidões», acrescenta.

A marca, que lançou uma coleção de vestuário em parceria com a Tetribérica, está ainda a fazer ações de sensibilização e formação, nomeadamente em universidades e escolas, «para explicar o nosso processo de transformar “lixo têxtil em ouro”», conclui Sílvia Correia.