O 9.º “Resale Report” da ThredUp Inc revela que o mercado em segunda mão pode duplicar, chegando mesmo a atingir os 77 mil milhões de dólares (64,79 mil milhões de euros). Conduzido pela GlobalData e com as respostas de 3.500 inquiridos, o estudo incide na evolução do mercado em segunda mão, também com as influências da pandemia e o papel do governo na aceleração da adoção da moda circular.
Pela primeira vez, o relatório inclui a ThredUp Impact Section que destaca o progresso da empresa em relação à missão de inspirar uma nova geração de consumidores a pensar primeiro em segunda mão.
«Estamos nos estádios iniciais de uma transformação radical no retalho. Os consumidores estão a priorizar a sustentabilidade, as retalhistas estão a começar a abraçar a revenda e os legisladores estão a aderir à economia circular», afirma James Reinhart, cofundador e CEO da ThredUp. «As indústrias poluentes têm o poder de se transformar quando a inovação tecnológica colide com as motivações dos consumidores, das empresas e do governo. Já vimos isso com os carros eléctricos e com a energia solar e acreditamos que a moda circular é a próxima. Com o Resale Report esperamos iluminar o poder positivo da revenda e criar um catalisador para mais colaboração e ação em toda a indústria», explica.
Crescimento e medidas
Com pandemia, o sector de revenda registou um crescimento que deverá acelerar ainda mais com a retoma, indica o estudo, que refere que o mercado de segunda mão está atualmente nos 36 mil milhões de dólares, com projeções para duplicar nos próximos cinco anos, para 77 mil milhões de dólares. Para o mesmo período, espera-se ainda que a revenda cresça 11 vezes mais rápido do que o retalho de vestuário.

Canal emergente e benefícios verdes
Ainda segundo a análise realizada pelo “Resale Report”, a revenda é um canal emergente de crescimento para as retalhistas de vestuário, com 62% dos executivos de retalho a reconhecerem que os respetivos clientes estão já a participar neste mercado e 42% vêem a revenda como uma parte importante dos negócios nos próximos cincos anos, já que um em cada três gerentes olha para a revenda como uma aposta comum entre as retalhistas.
Já na ótica do cliente, 43% dos consumidores dizem estar mais aptos a comprar numa marca que lhes permita trocar as roupas antigas por benefícios na compra e 34% mostram-se mais propensos a adquirir artigos de insígnias em segunda mão comparativamente às que oferecem produtos novos.

Com a chegada da covid-19, os valores dos consumidores vincaram-se ainda mais, acelerando a importância de critérios como a sustentabilidade e a ética, um dos fatores que alimentou a procura pelo mercado em segunda mão. Prova disso é que, na última década, 6,65 mil milhões de artigos de vestuário foram reutilizados graças a esse mercado, o que levou, em concordância com os dados do estudo, a que os consumidores poupassem 390 mil milhões de dólares ao optarem por não comprar artigos novos. O ambiente também saiu beneficiado com a redução das emissões de dióxido de carbono.




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