Inditex e H&M suspendem comércio em Israel

O cenário de guerra que se vive no país do Médio Oriente após os ataques terroristas do passado fim de semana levou as duas retalhistas a encerrar as lojas que detêm em Israel.

[©Governo de Israel]

Face ao cenário devastador que se vive em várias cidades israelitas, com o número de mortos e feridos a aumentar de dia para dia e com o Governo a anunciar uma guerra total, a Inditex e a H&M anunciaram o encerramento temporário dos seus pontos de venda no território.

«As nossas lojas permanecerão encerradas temporariamente e os prazos de devolução serão de 30 dias após a abertura das mesmas», pode ler-se no website da Inditex, que conta com 84 lojas franchisadas no país. Para além da Zara, a retalhista espanhola tem igualmente pontos de venda em Israel sob as marcas Pull & Bear, Massimo Dutti e Bershka.

No caso da H&M, a retalhista sueca indicou, segundo a Reuters, que o seu parceiro local fechou todas as lojas no país. A primeira loja da H&M em Israel abriu em 2010 e, em 2022, a retalhista contabilizava 20 pontos de venda, a que somou, também no ano passado, o site de vendas online.

A escalada do conflito, que até ao momento terá resultado já em mais de 3.000 mortos, está a levar várias empresas a interromperem os seus negócios na região. De acordo com a Reuters, empresas de logística estão paradas ou limitadas. A FedEx suspendeu os seus serviços no país, enquanto a UPS indicou estar a monitorizar a situação e suspendeu os voos de e para Israel.

Indústria unida

Em publicações nas redes sociais, a Associação de Produtores de Israel, que inclui as empresas da indústria têxtil e da moda, anunciou ter criado um centro de controlo para fornecer apoio e informação em tempo real às indústrias do país. «Estamos a trabalhar para dar apoio e assistência às empresas industriais e a aos seus funcionários em todo o país, que continuam a fazer o máximo possível para garantir as cadeias de aprovisionamento do país», pode ler-se numa das publicações.

«Estamos a passar por tempos difíceis para todos nós, mas vamos fazer tudo o que pudermos para, pelo menos, não termos problemas com a oferta e a economia», sublinha Ron Tomer, presidente da Associação de Produtores de Israel.

A associação indicou ainda, numa publicação feita ontem, que «dezenas de empresas industriais israelitas concordaram em doar produtos alimentares, vestuário, equipamentos médicos e produtos de higiene para apoio humanitário à população do país.