Josefinas mantém-se fiel ao saber-fazer português

A celebrar 12 anos de história, a marca de calçado e malas de luxo continua a preservar o seu compromisso com o artesanato e o empoderamento feminino e a consolidar a presença internacional assente no digital, apesar do abrandamento do crescimento.

[©Josefinas]

Ao longo deste período, a Josefinas tem recusado os caminhos da produção em massa, preferindo crescer devagar e com a intenção de se destacar pela transparência, responsabilidade social e estética intemporal. «O foco não está nas tendências, mas na intemporalidade das criações e nas emoções que estas despertam. Não está na quantidade, mas no significado», reforça Diana Rocha, diretora criativa da Josefinas.

A estratégia da marca assenta numa produção em pequena escala, realizada em ateliers familiares portugueses, com matérias-primas de origem controlada, que leva a Josefinas a mais de 160 países. Atualmente, os seus principais mercados são a Europa e os EUA, com exportações também para «outras regiões da América do Norte e do Sul, da Ásia, do Médio Oriente e para algumas das principais cidades do continente africano», detalha a diretora criativa.

Diana Rocha indica que o público da Josefinas se tem mantido constante ao longo do tempo, não tanto em termos demográficos, mas na mentalidade. «As nossas clientes são, maioritariamente, mulheres com formação, empoderadas e conscientes das suas escolhas. Procuram uma ligação emocional às peças, valorizam a tradição artesanal e rejeitam a produção em massa. São mulheres que investem em qualidade, durabilidade e propósito, e que estão dispostas a pagar mais por peças únicas, sustentáveis e feitas à mão», descreve.

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Este posicionamento tem resultado numa relação de proximidade com as clientes, que continuam leais à marca. «Temos vindo a crescer internacionalmente e, acima de tudo, a fortalecer a relação com as nossas clientes, que se mantêm fiéis ao longo dos anos. Essa consistência tem sido essencial para o nosso percurso», sublinha a diretora criativa.

Em relação ao ano passado, «à semelhança de grande parte do setor da moda e do calçado, também sentimos o impacto do contexto atual» e o crescimento da Josefinas foi inferior ao dos anos anteriores, revela Diana Rocha. No entanto, as perspetivas para 2025 são positivas, com a empresa a antecipar melhorias, principalmente no último trimestre do ano.

Desde o início, a Josefinas apostou no digital como canal privilegiado de ligação com o mundo e, apesar de uma breve experiência com uma loja física em Nova Iorque, a presença da marca continua, por agora, exclusivamente online. «Estamos sempre a avaliar oportunidades e a ouvir as necessidades da nossa comunidade e, por isso, não descartamos a possibilidade de marcar presença em lojas físicas», assume a diretora criativa.

Depois de 12 anos de atividade, os objetivos para o futuro passam por crescer de forma sustentável, mantendo o compromisso com a qualidade, autenticidade e propósito. «O nosso foco passa por alargar o universo Josefinas, sempre fiel à missão de inspirar e empoderar mulheres, enquanto valorizamos o saber-fazer artesanal português e reforçamos a nossa presença internacional como marca digital de moda e lifestyle», ressalta Diana Rocha.