Breves

  1. China abre-se ao investimento estrangeiro
  2. Rio de Janeiro acolheu Louis Vuitton
  3. PVH Corp lucra com CK e Hilfiger
  4. Maio trouxe retoma ao retalho britânico
  5. Adidas vende Mitchell & Ness
  6. Gap pode chegar à Amazon

1. China abre-se ao investimento estrangeiro

A China vai levantar as restrições ao investimento às empresas estrangeiras em vários sectores, incluindo comércio eletrónico, logística, contabilidade e auditoria, segundo uma notícia publicada pela China Securities News, que cita o Ministro do Comércio, Gao Hucheng. Gao afirma que o país vai ainda promover a abertura de outras áreas, incluindo finanças, educação, cultura e cuidados de saúde. O volume de negócios na área dos serviços na China deverá ultrapassar um bilião de dólares em 2020, antecipa o ministro, que tinha já anunciado que este ano esse valor deverá superar 750 mil milhões de dólares (672,4 mil milhões de euros). O governo chinês tem tentado transferir o crescimento económico do investimento e exportações para os serviços e procura interna. Os comentários de Gao surgiram na véspera de encontros bilaterais, que irão a acontecer este mês de junho, entre a China e os EUA, com os responsáveis americanos a pressionar os seus homólogos chineses para darem passos para melhorar o clima de negócios e investimento e abrir os sectores de crescimento ao investimento dos EUA. A Administração Obama está a negociar um tratado de investimento bilateral com a China e os negociadores americanos afirmaram que ainda estão à espera de uma nova lista de sectores que Pequim quer manter fora.

2. Rio de Janeiro acolheu Louis Vuitton

Nicolas Ghesquière entrou na febre pré-Jogos Olímpicos que está a varrer o Rio de Janeiro, com a apresentação da coleção resort 2017 da Louis Vuitton a vestir-se com uma tónica mais desportiva. O designer francês escolheu o Museu de Arte Contemporânea de Niterói para o desfile, aproveitando as linhas curvas e a localização ao pé do mar para revelar coordenados desportivos, dramáticos e relaxados. Os designs, justos ao corpo, foram adornados com blocos de cor fortes que jogaram com a proporção e a perspetiva. Os vestidos a fazer lembrar os fatos de mergulho revelaram detalhes de cortes e painéis laterais compridos, com riscas e padrões xadrezes a enfatizarem o lado desportivo da coleção. Sendo a Louis Vuitton não faltaram, contudo, as peles, transformadas em blusões com golas em pelo usados em modo oversized como vestidos e casacos-vestido em azul royal com riscas a fazerem lembrar a Fórmula 1. O lado mais feminino ficou entregue a casacos corta-vento e minivestidos com folhos. Lenços com lantejoulas acrescentaram um toque disco, enquanto os vestidos florais drapeados usados com tops brilhantes deram uma maior leveza ao desfile.

3. PVH Corp lucra com CK e Hilfiger

A PVH Corp, que detém as marcas Calvin Klein e Tommy Hilfiger, reviu em alta as suas previsões de lucro para o ano, depois de ter registado resultados superiores ao esperado no primeiro trimestre. «Os nossos negócios da Calvin Klein e da Tommy Hilfiger foram o destaque, com uma força significativa demonstrada pelos nossos negócios internacionais», afirmou o CEO Emanuel Chirico. «A boa performance na Europa e na China provou o poder das nossas marcas nos principais mercados e a sua capacidade de registar crescimento num ambiente macroeconómico difícil», acrescentou. Para o trimestre terminado a 1 de maio, o lucro da PVH aumentou para 231,6 milhões de dólares (207,6 milhões de euros), em comparação com 114,1 milhões de dólares no ano anterior. O volume de negócios subiu 2%, para 1,92 mil milhões de dólares, correspondendo às expectativas da empresa. As vendas da marca Calvin Klein subiram 10,5%, com a América do Norte a liderar, com um crescimento de 14%, apesar das vendas internacionais terem descido 1%. A Tommy Hilfiger, por seu lado, registou um crescimento de 3,2%, apesar da queda de 5% na América do Norte, compensada pelo sucesso das vendas internacionais, que aumentaram 10,6%. Para o trimestre atual, a PVH espera lucros de 1,25 a 1,30 dólares por ação, excluindo itens, com o volume de negócios a dever crescer 5% a câmbios constantes. Quanto ao ano completo, a PVH espera agora lucros entre 6,45 e 6,55 dólares, uma revisão em alta face às expectativas anteriores de lucros por ação de 6,30 a 6,50 dólares.

4. Maio trouxe retoma ao retalho britânico

As vendas a retalho no Reino Unido subiram em maio, depois da queda acentuada em abril, mas as expectativas para junho caíram, devido à incerteza provocada pelo referendo sobre a manutenção ou saída do país da União Europeia, que está a afetar a confiança dos retalhistas. O mais recente inquérito da Confederação Britânica da Indústria (CBI) revela que o saldo das vendas a retalho recuperou para +7 em maio, abaixo ainda das previsões de +8 dos analistas, mas bastante acima dos -13 de abril, que, de resto, foi a pior leitura desde janeiro de 2012. Mas as expectativas para junho também caíram para -5. O estudo mostra ainda que 11% dos retalhistas fez mais encomendas junto dos fornecedores do que há um ano, enquanto 43% fizeram menos encomendas, dando um resultado de -31%, o valor mais baixo desde março de 2009. «Apesar da baixa inflação estar a impulsionar os pacotes de pagamento, os retalhistas ainda estão a operar num ambiente difícil, com uma forte concorrência de preços a esmagar as margens», afirma Rain Newton-Smith, diretora de economia da CBI. «Com uma nuvem de incerteza a pairar, sobretudo pelas difíceis condições mundiais e pelo resultado do referendo da UE, não é surpreendente ver as intenções de investimento a deteriorarem-se e o sentimento de negócio a estabilizar», acrescentou. A CBI inquiriu 60 retalhistas entre 27 de abril e 13 de maio.

5. Adidas vende Mitchell & Ness

O grupo Adidas anunciou que está a concluir um acordo definitivo para vender a empresa de vestuário americana Mitchell & Ness a uma nova entidade recém-formada detida principalmente pela Juggernaut Capital Partners. A nova entidade planeia aproveitar as capacidades da plataforma para crescer tanto de forma orgânica como através da aquisição de negócios complementares. A transação, que está sujeita às condições habituais, deverá ficar concluída ainda neste trimestre. Os proveitos da venda, que se presume andar nos dois dígitos de milhões de euros, serão investidos na estratégia “Criar o Novo”. «Vestuário e acessórios para a cabeça da Nostalgia não são centrais nesta estratégia e a venda da Mitchell & Ness vai permitir-nos reduzir a complexidade e prosseguir o nosso consumidor-alvo de forma mais agressiva com as nossas principais marcas», indicou a Adidas em comunicado.

6. Gap pode chegar à Amazon

A Gap pode chegar em breve à Amazon. O CEO da cadeia de casualwear, Art Peck, revelou aos acionistas que a Gap está aberta a vender os seus produtos na Amazon ou através de outras plataformas online de terceiros nos EUA. «Não considerar a Amazon e outros seria, na minha perspetiva, uma loucura», afirmou Peck na assembleia anual de acionistas. «Estamos sempre a ter em conta todas as oportunidades para além do nosso mix tradicional de canais e lojas», acrescentou. Peck sublinhou que a Amazon irá representar este ano quase um terço de todas as vendas de comércio eletrónico nos EUA e que deverá tornar-se a maior retalhista americana de vestuário em 2017. «Não reconhecer isso e o que isso significa para a nossa estratégia seria ter a cabeça na areia e nós não temos a cabeça na areia», destacou.