Adidas regista vendas recorde

Em 2025, a empresa alemã alcançou receitas de 24,8 mil milhões de euros, impulsionadas pela expansão em quase todos os mercados, canais e segmentos, com o vestuário a assinalar o maior crescimento.

[©Adidas]

Em comparação com o ano passado, o crescimento anual do grupo fixou-se em 4,8% a taxas de câmbio correntes e em 10% a taxas de câmbio constantes. O lucro operacional do grupo subiu 54%, para 2,1 mil milhões de euros e mais do que duplicou no quarto trimestre, para 164 milhões de euros.

Bjørn Gulden, CEO da Adidas, sublinha estar «novamente muito orgulhoso do que o nosso pessoal conseguiu. Impulsionar um crescimento de dois dígitos no quarto trimestre, apesar de toda a turbulência externa e mais do que duplicar o nosso lucro operacional do trimestre fez com que o ano terminasse muito bem e tornou 2025 muito melhor do que tínhamos planeado e esperado quando o ano começou».

Por divisão de produto, o vestuário liderou o crescimento anual, com um aumento de 10% a taxas de câmbio correntes, totalizando 8,8 mil milhões de euros. O calçado e os acessórios cresceram 2%, para 14,2 mil milhões de euros e 1,8 mil milhões de euros, respetivamente.

Em termos geográficos, a Europa destacou-se com um incremento de 8%, seguida pelos Mercados Emergentes e pela América Latina, ambos com uma expansão de 6%, enquanto o Japão e Coreia do Sul, juntos, e a Grande China avançaram 5%. A América do Norte foi o único mercado a recuar, com uma queda de 1% para 5,1 mil milhões de euros, penalizada pela valorização do euro face ao dólar. Em valores absolutos, a Europa manteve-se o maior mercado, com 8,1 mil milhões de euros em vendas, representando 32,8% das receitas anuais, seguida pela América do Norte com 5,1 mil milhões e pela Grande China com 3,6 mil milhões.

Por canais e em moeda corrente, no retalho próprio as vendas subiram 8%, enquanto o grossista e o direto ao consumidor assinalaram uma variação positiva de 5%. O comércio eletrónico, apesar de ter crescido 6% a taxas de câmbio constantes, avançou apenas 1% em moeda corrente, refletindo o impacto cambial negativo expressivo.

No quarto trimestre, as receitas do grupo subiram 1,8%, somando 6,1 mil milhões de euros. O vestuário manteve-se à frente, crescendo 12% para 2,4 mil milhões de euros, enquanto o calçado caiu 4% (3,2 mil milhões de euros) e os acessórios permaneceram estáveis (447 milhões de euros).

Geograficamente, a Grande China cresceu 7%, a Europa 4% e a América Latina 3%. Os Mercados Emergentes e o Japão e Coreia do Sul não registaram qualquer variação no último trimestre, enquanto a América do Norte recuou 6%.

O canal direto ao consumidor foi o motor do trimestre com um avanço de 11%, sustentado pelo comércio eletrónico, que subiu 13%, e pelo retalho próprio, com um incremento de 9%. O canal grossista caiu 7%, refletindo a abordagem conservadora adotada pela empresa alemã na Europa e América do Norte face à incerteza económica.

Excluindo o efeito da descontinuação da linha Yeezy – que em 2024 totalizou cerca de 650 milhões de euros em receitas –, e dos efeitos cambiais, a marca Adidas cresceu 13% a taxas de câmbio constantes, o segundo ano consecutivo neste patamar. O vestuário cresceu 15%, o calçado 12% e os acessórios 6%. Por canais, o comércio eletrónico avançou 16%, o retalho próprio 13% e o grossista 12%, com o canal direto ao consumidor a crescer 14% no total. Geograficamente, a América Latina liderou com uma subida de 22%, seguida pelos Mercados Emergentes (17%), Japão e Coreia do Sul (14%), Grande China (13%) e Europa e América do Norte, ambas com um incremento de 10%.

Para este ano, a Adidas prevê que o crescimento do grupo continue a uma taxa elevada de um dígito, com adição de cerca de dois mil milhões de euros em receitas, impulsionada por todas as regiões e canais de venda. «Esperamos que o lucro operacional, apesar dos ventos contrários das tarifas e do câmbio negativo de cerca de 400 milhões de euros, cresça mais rapidamente do que as receitas e aumente para cerca de 2300 milhões de euros. Na minha opinião, isso irá definir novamente a Adidas como uma empresa saudável e bem-sucedida. Para 2027 e 2028, esperamos continuar a ganhar quota de mercado, aumentar as vendas a uma taxa elevada de um dígito e atingir uma margem operacional superior a 10% em 2028», avança Bjørn Gulden.