Eis os quatro temas que mais deverão impactar o quotidiano das marcas de moda de 2018 em diante.
Colocar-se no lugar do consumidor
«O que estamos a experimentar não é um apocalipse do retalho, mas uma transformação», assegurou Sidney Morgan-Petro, editora de retalho no WGSN.
Adicionar experiências em loja e perceber as mutações no comportamento do consumidor são as chaves de acesso ao futuro para todos os negócios de retalho tradicional.
Em última análise, os clientes querem descobrir produtos e conversar sobre eles com os seus pares.
Henry Davis, diretor de operações e presidente da startup de cosmética Glossier corroborou, considerando que o primeiro passo para garantir o sucesso de um negócio de moda em 2018 passa por perceber que, agora, tudo orbita uma noção de comunidade.
«É sobre um ponto de vista, é sobre amigos a contar a amigos. É sobre marcas que fazem parte dessa comunidade», explicou.
O papel do CMO
Considerando que 50% dos CEO’s olham para o chief marketing officer (CMO – diretor de marketing) como a elemento-chave para impulsionar a disrupção positiva de um negócio, esses quadros são muitas vezes responsabilizados pelo sucesso ou pelo fracasso das marcas. O tempo médio de permanência dos CMO’s nos corredores de uma empresa norte-americana ronda os 18 meses, indicação de que esse talento deve apresentar resultados rapidamente ou arrisca-se a sair.
As marcas estão, por isso, a adotar novas designações para o papel do responsável de marketing, ajudando a definir melhor as tarefas e expectativas desses indivíduos.
A Coca-Cola, por exemplo, seguiu os passos da Colgate e da Mondelez substituindo o cargo de CMO pelo de chief growth officer (CGO – diretor de crescimento).
O bem-estar dos colaboradores
«Estamos a perder o conceito do que realmente significa “estar bem”», afirmou Alain Sylvain, fundador e CEO da Sylvain Labs.
Na conferência “Futures” o CEO apresentou alguns princípios a seguir pelas marcas para que sejam elas a liderar uma mudança positiva no ambiente de trabalho.
São eles: tratar bem os funcionários; disponibilizar ferramentas para a sua capacitação; assumir uma posição política; apostar em parcerias estratégicas para promover um sentimento de comunidade e produzir um impacto real para obter resultados reais.
Os sentimentos do consumidor
Num tempo marcado pela ansiedade no local de trabalho, os consumidores não só desejam ter novas experiências, como também anseiam por novas emoções.
Através de seis emoções – alegria, calma, curiosidade, pertença, conforto e desconforto – Lisa White, do WGSN, mostrou como as marcas mais inovadoras são as que estão a promover experiências que melhoram o humor do consumidor.
A ideia passa por atrair também as suas emoções e sentimentos, não apenas as suas carteiras.
Neste âmbito, muitas marcas têm vindo a desenvolver campanhas publicitárias que visam um comportamento, interesse ou emoção comum e não a demografia do seu cliente-alvo.











