Nos últimos dois anos, a Villafelpos investiu cerca de dois milhões de euros nas suas instalações. A empresa, que conta com um efetivo de 75 pessoas, aumentou a capacidade de armazenamento, para cerca de 83 mil paletes, e comprou seis teares, que permitiram aumentar em 30% a capacidade produtiva. «Tínhamos uma capacidade instalada de 80 toneladas e neste momento temos 110 toneladas, mas já estamos a vender 150 toneladas», revelou o administrador Alberto Pimenta Machado, numa entrevista publicada na edição de maio de 2016 do Jornal Têxtil.
A empresa continua a recorrer à subcontratação em empresas da região para cumprir as encomendas, provenientes de grandes contas, como o Grupo Inditex mas também os grandes armazéns Bloomingdale’s, nos EUA, mas quer continuar a crescer. «Se olharmos para a dimensão da Villafelpos, são grandes clientes. E se estamos com essas ramificações, forçosamente temos que crescer para as acompanhar. Mas não se cresce facilmente, porque o crescimento passa também por pessoas. Então, vamos fazendo isso de forma sustentada, porque o capital humano é, para mim, fundamental», sublinhou.
Presente em cerca de 20 países, a empresa de Guimarães está atualmente a reforçar os seus negócios do outro lado do Atlântico, nos EUA. «Não é que a empresa tenha necessidade para ir para os EUA, porque devemos ser a mais pequena empresa de felpos, todos os nossos concorrentes têm quase o dobro da produção, daí não haver premência de arranjar grandes encomendas. Mas gostamos de diversificar. Estamos na Austrália, Nova Zelândia, África do Sul, Índia, México… no mundo inteiro», enumerou. E depois dos EUA, pode haver outros países na linha de mira. «Estamos atentos ao mercado. A Rússia penso que é um bom mercado, mas ainda nem sequer lá tentei entrar. Ainda não tive a necessidade de entrar noutros mercados. Para conquistar um mercado é um investimento grande», reconheceu Alberto Pimenta Machado.
Para além da produção em private label, a Villafelpos – que em 2015 registou um volume de negócios de 10 milhões e espera somar mais 20% a esse valor em 2016 – tem igualmente a marca própria Airdrop, resultado de um projeto de I&D realizado em parceria com a Universidade do Minho que resultou numa toalha com elevada absorção. «A Airdrop está a ter muito sucesso, mas estamos a tentar levar a marca de forma independente da Villafelpos. Acho que uma marca tem que andar sozinha e não atrelada à empresa», explicou o administrador. «Para já conquistou os mercados mais ricos: Suíça, Alemanha, EUA, Áustria – são mercados específicos, que olham para a inovação. Para além de que, em determinados mercados, por exemplo Inglaterra, temos a Airdrop exclusivamente em televendas. E tem sido um êxito», confessou. A médio prazo, Alberto Pimenta Machado antecipa mesmo que a Airdrop poderá representar 40% das vendas da Villafelpos.
Quanto ao futuro, novos investimentos estão garantidos, até porque, como sublinha o administrador, «parar é morrer». Mas Alberto Pimenta Machado quer garantir que o crescimento seja «sustentado» e sempre voltado para o cliente, como tem sido desde 1997. «O que permitiu crescer foi a nossa capacidade de satisfazer os clientes, muito graças ao trabalho realizado pela Cristina [Galvão] enquanto diretora comercial. Os mercados foram os mesmos e continuamos a refinar mais para onde queremos ir, as coleções e mesmo os clientes», referiu. Mas a inovação e o desenvolvimento constante de novos produtos permitiram chegar mais longe. «Se vir a carteira de clientes há cinco anos e olhar para ela agora é completamente diferente. Hoje estamos noutro patamar, mais elevado», resumiu Alberto Pimenta Machado.











