A Fast Retailing Co. abriu no final de 2007 a sua primeira loja da Uniqlo em França, tornando-se este o quinto mercado internacional para a marca, que conta jÁ com lojas no Reino Unido, China, Coreia do Sul e Estados Unidos. A empresa japonesa reuniu uma equipa de criativos para reposicionar a marca na sua investida a Ocidente, com a missão de construir uma nova imagem mais urbana e “cool”. Um conjunto de novas estratégias de marketing foram reveladas e as lojas e os sites da empresa foram redesenhados, na medida em que a Fast Retailing, empresa detentora da Uniqlo, procura reposicionar a marca no Reino Unido (onde a loja de Londres abriu em Novembro) e relançÁ-la nos Estados Unidos (onde tem uma loja em Nova Iorque). Tadashi Yanaii, presidente executivo da Fast Retaling, contratou uma equipa de criativos para ajudar a Uniqlo apagar a imagem de “C&A do Oriente”. A Uniqlo pediu a Markus Kirsten, responsÁvel da MP Creative, um estúdio especializado em publicidade, design para lojas e design de pÁginas web, para orientar sob o ponto de vista artístico a loja de Nova Iorque. Kirsten apoia também as equipas da Uniqlo em Nova Iorque, Londres e Tóquio em tudo, desde campanhas de publicidade, montras das lojas e até à própria colecção. Considerando que o nome Uniqlo era praticamente inexistente fora do Japão, Kirsten refere que o maior problema encontrado foi o de trazer uma nova marca para a cidade, porque as pessoas estão naturalmente cépticas em relação a alguém ou alguma coisa que se tente infiltrar nos seus bairros. Sabendo desta situação desde o início, a abordagem da Uniqlo foi estabelecer a ligação entre a marca e individualidades de cada cidade. Em vez de utilizar modelos ou celebridades, a Uniqlo procurou pessoas locais que são conhecidas e reconhecidas por todos na cidade. Em Nova Iorque, utilizaram pessoas como Kelis e Terry Richardson e Kim Gordon, enquanto que em Londres, trabalharam com Dizzee Rascal e Katy Inglaterra. Kirsten considera que estas pessoas são uma espécie de embaixadores das suas localidades. Outro dos agentes externos na modificação da Uniqlo foi Kashiwa Sato, proprietÁrio do estúdio Samurai em Tóquio, o qual abriu em 2000, e é reconhecido como designer, distinto publicitÁrio e director artístico. A Uniqlo pediu-lhe para ser director de arte global da marca e redesenhar o seu logótipo para dar uma aparência mais japonesa. No trabalho realizado, Sato procurou reflectir o aspecto ultra-contemporâneo e “cool” do Japão, assim como a sua cultura “pop”, em vez de algo mais tradicional e “ajaponesado”. Com o relançar da Uniqlo nos Estados Unidos, e no caso da loja de Nova Iorque, Sato refere que não teve a intenção de procurar uma alteração radical em relação Á Uniqlo que se conhece, mas antes procurar chegar ao cerne da marca e realizar o desenvolvimento a partir daí, trazendo-a para a ribalta. Sato afirma que queremos aproveitar ao mÁximo os pontos fortes da Uniqlo e apresentÁ-los ao mundo». Masamichi Katayama é um designer de interiores conceituado no Japão e no estrangeiro pela sua capacidade para equilibrar o respeito pela tradição e o estilo, adicionando ao mesmo tempo um toque de modernidade. A contratação de Katayama para desenvolver o interior da loja de Nova Iorque assinalou a ruptura final com o velho estilo das lojas, o qual foi criticado pela insipidez dos seus interiores. Esta aposta da Uniqlo na revitalização da marca e dos espaços comerciais começou com a loja de Nova Iorque e estendeu-se às de Londres e Paris. Ao longo de 2009 estÁ prevista a abertura de mais um espaço comercial na capital francesa.











