A ideia nasce de uma americana de seu nome Susan Tabak. Uma nova-iorquina que passou a ser uma figura incontornÁvel da moda parisiense, após sete anos de convívio com a sociedade mais restrita e de frequentar lugares privados, onde poucos tem acesso. Além de possuir um blog (http://chicinparis.wordpress.com/), Susan Tabak publicou, em 2006, o guia Chic in Paris. Além disso, cinco a seis vezes por ano, conduz uma clientela, escolhida a dedo, às suas lojas fetiches e aos desfiles mais importantes. é uma paixão que se tornou um ofício", explica esta americana. De igual forma, Rachel Moukala, uma apaixonada por arte e desenho, que reside no quarteirão de Montmartre, começou por oferecer conselhos de moda aos seus amigos americanos e à sua família. Cinco anos mais tarde, lança-se como "personal shopper" e orienta dois a três clientes por semana. Os seus serviços de aconselhamento de moda são facturados entre 400 e 1.000 euros. O primeiro conhecimento que adquiri foi o ser capaz de ouvir as pessoas e compreender as suas necessidades. Não se trata de seguir uma moda, mas ajudar as pessoas a melhorar o seu estilo», considera a "personal shopper" Rachel Moukala recorda-se de ter sido procurada por uma diplomata americana para ajudÁ-la na escolha da toillete para o festival de Cannes. Levava uma jóia muito brilhante e uma maquilhagem forte pois queria ter a imagem de uma Francesa», recorda Rachel sorrindo. A cliente-tipo destes conselheiros de compra vai dos 30 aos 60 anos, podendo ela ser uma actriz ou uma esposa de um diplomata, que procura desde um vestido para uma noite a uma renovação geral do seu guarda-roupa. Segundo Susan Tabak, em França, as pessoas misturam estilos enquanto que nos Estados Unidos os consumidores compram um look na globalidade. HÁ jÁ vÁrios anos, a department store Le Printemps sentiu necessidade de oferecer um serviço gratuito de aconselhamento baptizado "Le Shopping". Sentados numa poltrona em redor de um café, com uma vista inexpugnÁvel sobre Paris, uma dúzia de conselheiros poliglotas discutem as necessidades, os gostos e o orçamento dos seus clientes antes de se dispersarem pela loja à procura de peças raras, um exercício que Bertrand o Gal apelam de "le picking". Sei qual é marca que irÁ assentar bem numa silhueta. Escolhemos o vestuÁrio e trazemos para o cliente experimentar. Não hÁ nenhuma obrigação de compra», alega um conselheiro. Após três anos neste serviço, M. Le Gal gere uma carteira de cinquenta clientes que o requisitam regularmente. Este “personal shopper" também contacta os seus clientes quando encontra uma peça de vestuÁrio que encaixa perfeitamente nos gostos dos mesmos. Entre as clientes radiantes com a experiência estÁ Amanda Deseta, que dirige uma empresa de realização em Los Angeles. Juntamente com o seu marido, pediu aconselhamento para comprar as prendas de Natal para 10 pessoas. EncontrÁmos tudo em duas horas», conclui Amanda Deseta.











