Tendências portuguesas na PV

Explorar novas texturas, toques diferentes, designs singulares são a base das tendências em tecidos de moda para a estação fria do próximo ano apresentadas pelas empresas portuguesas no salão francês Première Vision. «A oferta portuguesa é caracterizada pela energia criativa e optimismo que as empresas colocaram nas suas colecções. Esta atitude confere à estação um espírito positivo que se pretende que contagie clientes e consumidores», afirma Paulo Gameiro, director do departamento de design do Citeve. Os looks retro revelam laivos de futurismo, os clássicos reinventam-se com apontamentos modernistas. Tecidos com fios volumosos e de fantasia permitem criar novas sensações, onde os micro-desenhos ou os xadrezes com sobreposição de cores e padrões fazem parte de uma estação que se quer sinónimo de movimento. A fronteira esbate-se entre a fantasia e o liso, sem esquecer as novidades proporcionadas pelas novas tecnologias, onde a ecologia e a ética são valorizadas. Malhas e tecidos de alta performance permitem conceber peças de vestuário de uso específico para a prática de desporto ou a exposição a condições climatéricas adversas, como matérias térmicas, repelentes, de secagem rápida, anti-odor, anti-mancha, anti-bacterianos, etc., mas de uso extremamente simples e de fácil conservação. Composições e misturas de lã/poliéster/Lycra ou algodão/poliamida, assim como o uso de 100% fibras naturais respondem aos requisitos de conforto e sofisticação em foco no Outono-Inverno 2011/2012, onde a nota mais original é dada pela flanela sem o tradicional pêlo, ideal por exemplo para calças de cinco bolsos. O aspecto tricot dos casacos e jerseys com design minimalista completam uma oferta eclética que permite alargar as opções de designers e casas de moda, dando asas à criatividade através da exploração de contrastes de texturas, novas harmonias, materiais inovadores e uma paleta de cores onde o azul-marinho, o azul petróleo, os tons neutros e os cinzas compõem um visual para o homem e mulher cosmopolitas. Nesta edição “concentrada” (apenas três dias) da Première Vision Pluriel, que decorre de 14 a 16 de Setembro, estão presentes 31 empresas portuguesas, 25 das quais sob a égide da Associação Selectiva Moda com o apoio do Qren – Adalberto Estampados, Albano Morgado, A. Sampaio, Arco Têxteis, Beiralã, B4F, Fitecom, Lemar, LMA, Living Colours, Lurdes Sampaio, Paulo de Oliveira, Penteadora, Riopele, Somelos Tecidos, Tebe, Tessimax, Teviz, Texwool e TMG na Première Vision; Somelos e Tearfil na Expofil; e Inarbel, Raith e Squarcione na Zoom by Fatex. A feira parisiense é um dos certames mais conceituados no que respeita a tecidos e acessórios de moda, tendo reunido na edição de Setembro do ano passado 55.758 visitantes profissionais. A expectativa é semelhante para esta edição, com a organização a revelar alguns “truques na manga”, como o L’Atelier Denim, um espaço totalmente dedicado aos produtores de denim; a segunda edição dos PV Awards, onde serão atribuídos prémios aos cinco melhores tecidos apresentados na feira seguindo critérios como inovação, performance e criatividade e um prémio especial Woolmark, atribuído pela AWI (Australian Wool Innovation), pelo desenvolvimento inovador em lã; e dois novos “guias de compras” nos Parcours Experts Pluriel: um sob a designação Eco Man, para o mercado de homem, e um outro baptizado Kidswear, para o segmento infantil.