De acordo com a informação veiculada pela AMTAC (American Manufacturing Trade Action Coalition), as restrições aplicadas sobre as exportações chinesas com destino ao mercado norte-americano ao longo dos últimos quatro a seis meses, ajudaram a fomentar a tendência positiva na produção de têxteis e de vestuário nos EUA.
O optimismo da AMTAC é fundamentado nos novos dados da Reserva Federal norte-americana sobre a produção industrial. De acordo com estes elementos, a produção de têxteis registou uma subida de 0,3% em Outubro, recuperando a quebra de 0,3% revista para o mês de Setembro. Ainda mais relevante, a AMTAC refere que os dados demonstram que a produção de têxteis em Outubro registou um crescimento de 2,4% desde o final de Maio de 2005. O sector de vestuário registou uma quebra de produção de 2,6% em Outubro, mas os ganhos dos três meses anteriores foram revistos
em alta. Como resultado, a produção de vestuário registou um crescimento de 2,0% ao longo do período de quatro meses entre o fim de Junho e o fim de Outubro. Esta evolução ocorreu à semelhança do registado no período de Junho a Setembro, ao longo do qual a produção de vestuário aumentou 4,3%. Este crescimento ao longo dos quatro meses em causa foi o mais acentuado para o sector ao longo de um período de quatro meses desde Junho de 1994. De acordo com as declarações do director-executivo da AMTAC, apesar de existirem outros factores de mercado em jogo, estes aumentos sugerem que as medidas de salvaguarda aprovadas pelo Governo norte-americano no início do ano e a finalização de um acordo para limitar as importações de têxteis e de vestuário com origem na China tiveram um efeito positivo na indústria têxtil e de vestuário norte-americana. No entanto, o director-geral da AMTAC recorda a existência de diversas empresas norte-americanas que estão ainda a lutar contra as «práticas comerciais injustas» da China, nomeadamente: manipulação da moeda, empréstimos a fundo perdido, transbordos ilegais, violação da propriedade industrial e outros subsídios estatais. Tantillo alerta o Governo norte-americano para a necessidade de actuar sobre estas práticas, de forma a salvaguardar o futuro da indústria têxtil e de vestuário nos EUA. Com a assinatura do acordo entre a China e os EUA para regulamentar o comércio bilateral de têxteis e de vestuário (ver notícia no Portugal Têxtil), o Governo norte-americano divulgou no dia 23 de Novembro a eliminação de todas as decisões de salvaguarda que se encontravam pendentes. Em conformidade com esta decisão, o CITA (Committee for the Implementation of Textile Agreements) decidiu encerrar os processos de análise que se encontravam pendentes para 24 pedidos de salvaguarda sobre importações com origem na China. Apesar do acordo não eliminar a possibilidade de novos pedidos de salvaguarda, os responsáveis norte-americanos concordaram restringir a futura utilização deste mecanismo sobre as categorias de artigos não abrangidas pelo actual acordo.