De acordo com Relatório Subsectorial da Fiação do Observatório Têxtil do CENESTAP as exportações de fios cresceram ligeiramente em 2004 (1,6%). De facto numa altura em que o mercado comunitário regista uma contracção das entradas de 7,9%, as exportações nacionais aumentaram de 136,0 milhões em 2003 para 138,2 milhões em 2004.
A análise elaborada pelo Observatório Têxtil do CENESTAP debruça-se sobre o comércio internacional fio decomposto por tipo de matéria-prima, nomeadamente, seda, lã, algodão, outras fibras naturais, filamentos sintéticos e fibras artificiais. De acordo com os dados publicados, enquanto as importações se apresentam relativamente concentradas nos fios de algodão que representam 47% das entradas, as exportações apresentam um nível de dispersão elevado. Com efeito, das vendas ao exterior efectuadas durante o ano, 31,7% foram de fios de lã, 24,6% de fios de fibras sintéticas, 21,6% de fios de filamentos sintéticos e 20,8% de algodão. As demais categorias tiveram um peso residual. Note-se que apesar do crescimento das exportações de fio, a análise desagregada aponta para uma contracção 10,0% nas saídas de fio de fibras sintéticas. Todavia esta redução foi mais que compensada pelo crescimento ao nível dos fios de filamentos sintéticos (8,6%), algodão (6,7%) e lã (5,2%). Os principais destinos das exportações nacionais são a Alemanha e a Itália que absorvem, respectivamente 34,4% e 14,3% das vendas totais ao exterior. No entanto, as vendas para estes mercados caíram em 2004 (4,6% no primeiro e 3,6% no segundo) sendo contrabalançadas pelo aumento dos fluxos para Espanha e para o Reino Unido de 11,3% e 31,4%, respectivamente. Durante o ano transacto destaca-se ainda o crescimento das exportações para o mercado extra-comunitário de 16,7% traduzindo-se num aumento do peso deste mercado nas exportações totais de 8,9% em 2003 para 10,3% e 2004. Os dados referentes à Europa Comunitária colocam a Itália no primeiro lugar no ranking dos maiores exportadores responsável por 28,7% das exportações totais da U.E. Seguem-se a Alemanha, a Holanda e a França com pesos relativos de 20,8%, 11,6% e 9,6, respectivamente. Desta forma o ano 2004 fica também marcado pela perda da hegemonia germânica nas exportações comunitárias de fios dada a queda de 25,6% nas vendas ao exterior Alemãs. Refira-se que duranteEsta análise é apresentada em Relatório Subsectorial disponível na área de Estudos do PortugalTextil.com










