No último semestre de 2003, a empresa francesa Kindy, especialista no fabrico de meias, teve um desempenho ligeiramente melhor que o próprio mercado. Com efeito, os resultados consolidados do grupo incrementaram em 1,1% (28,25 milhões de euros), enquanto que o mercado das meias nas grandes e médias superfícies progrediu apenas 0,7%.
«Os produtos técnicos, de valor acrescentado, representam hoje 15% do volume de negócios da marca Kindy», afirma Eric Garin, director financeiro do grupo, ao Journal du Textile. «A nossa política de inovação tem-nos permitido seduzir novos canais de distribuição, como a venda por correspondência (VPC) especializada, à imagem da Damart, que foi conquistada pelos nossos produtos Confort et Santé. Em 1995, facturávamos cerca de 10 milhões de euros em VPC e grandes superfícies, um valor que caiu para 1,5 milhões de euros. Hoje estamos a procurar recuperar o terreno perdido». Mas o desenvolvimento sustentado das marcas de distribuidores, que registaram um crescimento de 14%, também tem contribuído para a retoma da empresa. O grupo Kindy, que detém além da marca Kindy, marcas de distribuidores e licenças, terminou o último semestre de 2003 em alta de 0,3% (21,77 milhões de euros), enquanto que a filial Mariner (marca Mariner e licença Eden Park) progrediu de 4,7% (6,16 milhões de euros). «Estes bons resultados são também o reflexo da boa aceitação tida pela nova gama para o Verão 2004, que apresenta um estilo rejuvenescido», sublinha Eric Garin. Em contrapartida, as lojas de fábrica registaram uma quebra de 8,5% no seu volume de vendas. Uma segunda vaga de publicidade emoutdoors foi recentemente lançada pela marca Kindy, e em Setembro surgirá uma nova campanha. Estes acções publicitárias implicam um investimento de cerca de 700 mil euros por ano. A margem líquida deste primeiro semestre de 2004 deverá ser superior a 4%, superior ao valor previsto. Apesar dos bons resultados, o grupo mantém uma atitude prudente face à actual conjuntura.











