Idepa adapta-se ao mercado

As parcerias para o desenvolvimento de novos produtos, onde se inclui a incorporação de matérias-primas mais sustentáveis, têm alavancado a consolidação da empresa especialista em fitas e etiquetas.

Nuno Almeida

Num mercado mais «estranho», como classifica o coordenador de vendas Nuno Almeida, a empresa tem procurado responder às novas exigências com um reforço da sua capacidade de inovação. «A Idepa tem sempre esta vantagem de ter várias áreas, portanto, vamos adaptando-nos, desenvolvendo os projetos e introduzindo coisas novas nos nossos processos», resume.

Os reciclados fazem cada vez mais parte da oferta, já que a sustentabilidade passou a ser obrigatória, mas a empresa tem igualmente introduzido novos produtos, como a aplicação de silicone em elásticos e fitas, que garante maior conforto e um efeito antiderrapante. «Tem muitas aplicações», refere Nuno Almeida, dando como exemplo as calças de homem e o sportswear.

«Não é fácil inovar», assume o coordenador de vendas. «O mercado mudou muito e tivemos que nos adaptar», aponta. Com a confeção a ser menos consumidora dos artigos produzidos na Idepa, a empresa está a reforçar o investimento nos segmentos mais técnicos, «com o produto costurado, que acrescenta valor, e a área promocional, como fitas de pescoço e de pulso para festivais e eventos corporativos», esclarece Nuno Almeida. «Penetramos muito mais rápido e de forma exaustiva nesse tipo de áreas», acrescenta.

Esta diversificação permitiu à empresa, que emprega 120 pessoas, aumentar a faturação em 2023, apesar de ter sido «um ano muito difícil», destaca o coordenador de vendas. «Como não estamos dependentes do têxtil – o que também tem complicações inerentes –, tivemos essa vantagem de ter áreas com um comportamento melhor e que ajudaram a que equilibrássemos melhor a faturação», justifica Nuno Almeida. «Não estamos em contraciclo, mas estamos com outras dinâmicas», acrescenta.

Europa, «o nosso mercado de excelência», e o Norte de África, «por imposição das marcas com as quais trabalhamos», são atualmente os principais destinos dos artigos produzidos pela Idepa, a que se junta, ocasionalmente, os EUA, um mercado que a empresa tem procurado explorar. «Houve a evolução de alguns clientes nos EUA. Mas a nível internacional, os mercados do centro e norte da Europa são o nosso foco», revela o coordenador de vendas da empresa, que continua a querer crescer também no mercado interno. «Temos uma estratégia bem definida para a parte nacional, onde estamos a crescer em várias contas e a conseguir concentrar o nosso trabalho em clientes mais específicos e com alguma dimensão», reconhece.

Para 2024, as expectativas «não são as melhores», admite o coordenador de vendas. Como tal, e como o objetivo é «ter melhores resultados», a estratégia é dinamizar as cinco áreas de atuação (branding, automóvel, promocional, aplicações técnicas e fios) da Idepa. «A previsão é de crescimento moderado», aponta.