Zalando regressa ao crescimento

A retalhista online voltou a registar números positivos no primeiro trimestre deste ano, impulsionados pela aposta em produtos de maior qualidade e na prestação de serviços.

[©Zalando]

O volume bruto de vendas (GMV) aumentou 1,3%, para 3,3 mil milhões de euros, no primeiro trimestre em comparação com mesmo período do ano anterior. O volume de negócios foi de 2,2 mil milhões de euros, em comparação com 2,3 mil milhões de euros no mesmo período do ano anterior, mas o lucro ajustado antes de juros e impostos (EBIT ajustado) aumentou para 28,3 milhões de euros no primeiro trimestre, em linha com as expectativas do mercado e representando uma margem de 1,3%, em comparação com o prejuízo de 0,7 milhões de euros no mesmo período do ano anterior.

Segundo a retalhista, a melhoria substancial na rentabilidade foi impulsionada por custos mais baixos no cumprimento das encomendas e uma gestão de stocks bem-sucedida, levando a uma melhor margem bruta.

«À medida que executamos a nossa estratégia de ecossistema, estamos entusiasmados com a resposta positiva de clientes e parceiros no primeiro trimestre. Estamos a voltar ao crescimento», destaca Sandra Dembeck, CFO da Zalando. «Os clientes B2C estão a demonstrar cada vez mais interesse na nossa oferta de qualidade, ferramentas digitais, propostas e conteúdo inspirador. Os clientes B2B estão a aderir à nossa oferta única. Ambos os nossos vetores de crescimento são fortes e estão a contribuir para os resultados, demonstrando a força dos nossos planos», acrescenta.

Numa conferência de imprensa, a CFO sublinhou que, em relação ao consumidor final, «não queremos competir com a ultra fast fashion, o segmento de preço ultra baixo». O valor da encomenda média da Zalando subiu para 60,4 euros no primeiro trimestre, em comparação com 57,3 euros nos mesmos três meses de 2023. Já o número de consumidores ativos baixou, de 51,2 milhões para 49,5 milhões, e o volume de negócios baixou 0,6%, para 2,24 mil milhões de euros.

De acordo com Sandra Dembeck, a redução no número de consumidores ativos pode refletir, em parte, a procura por outros retalhistas com preços mais baixos, mas também a introdução por parte da Zalando de um valor mínimo de encomenda de 29,90 euros para entregas gratuitas, numa altura em que a retalhista online está mais focada na rentabilidade. «Sentimos que, com isso, estamos numa boa posição porque agora podemos realmente aproveitar esses consumidores ativos e aumentar o seu gasto connosco», destacou.

Com a inflação a afetar a procura de vestuário, a Zalando procurou novos fluxos de rendimento e começou a oferecer a sua plataforma e rede logística como serviço a outras marcas e retalhistas. Nessa área, o volume de negócios subiu 13%, para 215 milhões de euros.

Para a totalidade do ano, a Zalando mantém as previsões de um crescimento do GMV e do volume de negócios de até 5%, prevendo um lucro ajustado entre 380 e 450 milhões de euros.