A inauguração contou com a presença do Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, que na sua intervenção apontou a atividade do CeNTI como mais um fator de competitividade. «A nanotecnologia, o desenvolvimento de materiais inteligentes, de novas tecnologias, com um especial enfoque na sua aplicação depois no universo industrial, que faz com que possamos juntar a Portugal mais um fator de competitividade, faz com que este seja um dia de alegria, mas também um dia de esperança», sublinhou. «Muitas vezes ignoramos aqueles que são os fatores de competitividade que nos distinguem e que fazem com que as nossas empresas possam senti o apelo do investimento, o apelo da evolução e que o nosso território possa sentir o apelo da atividade para trazer investimentos externos», acrescentou, reforçando que, numa altura em que a instabilidade e a imprevisibilidade se tem vindo a adensar, «Portugal é hoje um farol de estabilidade política, social e financeira».

A proximidade com a indústria foi, de resto, realçada pelas intervenções dos dirigentes do CeNTI. «O que nos move é saber aplicar», afirmou António Braz Costa. «Ter conhecimento é ótimo, mas não adianta de nada para a nossa indústria se não tivermos condições para o aplicar», apontou. Por isso mesmo, o centro está equipado com «laboratórios para trabalhar coisas muito pequeninas e depois instalações-piloto para trabalhar a uma escala próxima da indústria, para que seja possível essa transferência», acrescentou.
Desde que foi criado, em 2006, o CeNTI já submeteu 270 pedidos de patente 59 dos quais foram concedidos e 92 estão ativos, «o que significa que estamos a produzir conhecimento, estamos a produzir soluções que são suscetíveis de serem patenteadas», sendo que muitos destes pedidos são feitos em nome das empresas, em copropriedade com o CeNTI.
Segundo edifício a caminho
Para além da indústria têxtil e do vestuário, o CeNTI – que em 2024 emprega 204 pessoas e faturou cerca de 10 milhões de euros – trabalha igualmente com outros sectores, como o automóvel, a aeronáutica e a defesa. Uma aposta mais recente tem sido as baterias e é também a pensar nessa área de atividade que o segundo edifício irá ser construído.
«O interior deste edifício já está cheio como um ovo – não só aumentámos o número de investigadores, e este ano vamos contratar mais 20, como há novas apostas para a economia, nomeadamente esta grande aposta na área das baterias, em que o CeNTI, de mãos dadas com o INL em Braga, estão a empurrar a capacidade nacional de produção e de reciclagem de baterias de lítio e de outras baterias no futuro», justificou António Braz Costa aos jornalistas.
Há ainda outras áreas a crescer, como a área da microeletrónica, que «será completamente tida em consideração para os novos investimentos», referiu.

A segunda parte deste projeto – o primeiro edifício representou um investimento de 5,4 milhões de euros – deverá surgir depois de 2025. «O próximo ano não será o da construção, até porque estamos envolvidos em grandes projetos que estão a terminar e não teremos grande disponibilidade para outras aventuras, mas será o ano para preparar as coisas para que a segunda parte deste edifício seja uma realidade», assumiu o diretor-geral.
Quanto ao futuro, como ressalvou António Amorim, presidente do conselho de administração do CeNTI na sua apresentação, «este não é um ponto de chegada, é um ponto de partida. O CeNTI vai continuar a investir».




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