Breves

  1. Cyber Monday esmaga recordes
  2. Índia escoa algodão para o Paquistão
  3. Chanel presta homenagem ao cinema
  4. ITV do Vietname vai aumentar exportações
  5. Pierre Le-Tan assina acessórios da J.Crew
  6. Casaco mais respirável chega à The North Face

1. Cyber Monday esmaga recordes

Os americanos esmagaram todos os recordes na Cyber Monday, que teve lugar na passada segunda-feira, 30 de novembro, e não só chegaram à marca antecipada de 3 mil milhões de dólares em compras online como ultrapassaram esse valor. No total, as vendas foram de 3,07 mil milhões de dólares (cerca de 2,9 mil milhões de euros), um aumento de 16% em comparação com o mesmo dia do ano passado. Melhores ligações de Internet ajudaram a este aumento, uma vez que muitas compras foram realizadas ao início do dia no local de trabalho, e 26% das vendas foram feitas através de dispositivos móveis, de acordo com o relatório Adobe Digital Index. Dados de 200 milhões de visitas a 4.500 websites mostraram uma forte procura por eletrónica e brinquedos, impulsionada por descontos maiores do que os esperados. Em média, o desconto aplicado nos artigos vendidos na Cyber Monday foi de 21,5%, segundo a Adobe. Entre o Dia de Ação de Graças (26 de novembro) e o domingo seguinte, foram gastos online cerca de 8,03 mil milhões de dólares, mais 17%, ou 1,14 mil milhões de dólares do que em 2014. Segundo a Adobe, a encomenda média foi de 135,25 dólares. «Muitos negócios tiveram uma melhor performance este ano porque fizeram um planeamento melhor», considera Marshal Cohen, analista-chefe na empresa de pesquisa de mercado NPD Group. «No geral, praticamente todos os retalhistas tiveram melhores resultados do que nos anos passados», acrescenta. Apesar do sucesso de vendas, houve ainda alguns percalços: muitos consumidores esperaram horas em filas virtuais e cerca de 14 em cada 100, o que representa mais do dobro da média num dia normal, já não encontraram o produto que procuravam por estar esgotado.

2. Índia escoa algodão para o Paquistão

O Paquistão está a comprar mais algodão do que o esperado à Índia, depois das inundações terem reduzido a sua colheita para o valor mais baixo em mais de uma década, abrindo uma oportunidade para a maior produtora mundial de algodão escoar os seus stocks. Os agricultores na Índia têm sentido dificuldade para encontrar compradores no último ano, depois do maior consumidor mundial, a China, ter reduzido as quotas de importação para estimular a procura pelo seu próprio algodão. O problema foi ainda agravado por um ano quase recorde de produção na Índia. Mas a recente procura do Paquistão levou a um aumento dos preços do algodão na Índia para acima do fixado pelo estado nas principais regiões, reduzindo a pressão do governo para comprar a agricultores em dificuldades. A Índia assumiu exportar 2 milhões de fardos (cada fardo com 170 quilos) no ano comercial que começou a 1 de outubro, e o Paquistão já comprou metade desse valor, segundo revelaram cinco negociantes à Reuters. Habitualmente, a China representaria mais de 50% dos envios da Índia. «Não esperávamos este tipo de procura por parte do Paquistão», confessa Dhiren Sheth, presidente da Associação de Algodão da Índia. «O Paquistão pode comprar mais 500 mil a 700 mil fardos», acrescenta. Segundo fontes a indústria, as importações totais de algodão do Paquistão irão mais do triplicar este ano, com a Índia a ficar com a maior quota devido aos baixos custos de transporte. «Devido aos custos mais baixos no transporte, a Índia é a primeira escolha para os compradores no Paquistão», justifica Shahzad Ali Khan, presidente do conselho de administração da Associação de Descaroçadores de Algodão do Paquistão.

3. Chanel presta homenagem ao cinema

A Chanel usou o lendário estúdio de cinema Cinecittà, em Roma, para apresentar a sua pré-coleção de outono “Métiers d’art” Paris-Roma 2015/2016. Além do desfile, numa passerelle que reproduzia Paris num filme a preto e branco, Karl Lagerfeld aproveitou a oportunidade para mostrar a sua própria curta-metragem “Once and Forever”, com as atrizes Kristen Stewart e Geraldine Chaplin. Quanto às propostas de moda, as roupas invocaram a nostalgia da cidade de Paris no passado, em conjugação com a atualidade da capital francesa, ficando entre o romântico e o sugestivo. O vestuário em malha ganhou um novo élan, com camisolas grossas em cores pastel repletas de detalhes. Lagerfeld captou ainda o charme poético da Cidade-Luz com peças como um vestido creme com mangas em balão e um cinto rosa. O desfile incluiu ainda looks mais “vamp”, com vestidos curtos em couro, meias em renda, saias-lápis e cropped tops a darem um ar mais arrojado. Os tweeds, clássicos da marca, também não faltaram, com silhuetas de capas e fatos de calças a trazerem um certo look dos anos 60 à passerelle, um estilo que foi reforçado pelos cabelos e maquilhagem das manequins.

4. ITV do Vietname vai aumentar exportações

As exportações de têxteis e vestuário do Vietname deverão crescer 11,5% ao ano até 2020, mantendo um crescimento constante. Segundo a Associação Têxtil e Vestuário do Vietname (Vitas), o sector deverá gerar um volume de negócios de exportação de 27,5 mil milhões de dólares (25,9 mil milhões de euros) este ano, mais 11,3% do que em 2014. No próximo ano, esse valor deverá chegar a 31 mil milhões de dólares e, em 2020, deverá atingir 45 a 50 mil milhões de dólares. Le Tien Truong, diretor-geral da empresa estatal Vinatex (Vietnam National Textile and Garment Group), afirmou durante o congresso anual da Vitas que a maior parte das economias mundiais começam a recuperar e a desenvolver-se após a crise mundial. «Juntamente com a economia nacional, as exportações de têxteis e vestuário do Vietname ultrapassaram as dificuldades e mantiveram um crescimento estável entre 2011 e 2015», referiu. Em 2013, as exportações do sector ultrapassaram os 20 mil milhões de dólares, quase duplicando o valor de 2010 (11,2 mil milhões de dólares). Nos primeiros nove meses de 2015, as exportações de têxteis e vestuário atingiram 20 mil milhões de dólares, mais 10% do que no mesmo período do ano passado. A exportação de tecidos, em particular, atingiu 746 milhões de dólares, um aumento de 28,7% face a 2014. As taxas aduaneiras para o vestuário e têxteis do Vietname vão ser reduzidas de 18% para 0% após a Parceria Transpacífico e de uma média de 11% para 0% após o Acordo de Comércio Livre Vietname-União Europeia. O ano passado, o Vitename exportou produtos têxteis e vestuário para 180 países, tendo como principais mercados os EUA, a UE, o Japão e a Coreia do Sul. O país está ainda a explorar os mercados emergentes da Austrália e Rússia.

5. Pierre Le-Tan assina acessórios da J.Crew

A marca americana J. Crew fez uma parceria com o ilustrador francês Pierre Le-Tan, que resultou numa coleção cápsula criada propositadamente para a mostra de Design de Miami, que começou ontem e decorre até ao próximo dia 6 de dezembro. As colaborações entre o mundo da moda e artistas de rua e ilustradores estão a tornar-se, de resto, cada vez mais comuns – basta lembrar a parceria entre a Sonia Rykiel e o artista português André Saraiva ou a Lacoste, liderada pelo português Felipe Oliveira Baptista, e JonOne. Nesta colaboração da J. Crew com Pierre Le-Tan, o artista – conhecido pelas suas capas para a revista The New Yorker, mas com um currículo que abrange trabalhos para a Vogue, Harper’s Bazaar, The World of Interiors, Madame Figaro e a New York Times Magazine – revisitou alguns dos seus desenhos passados e optou por flamingos cor-de-rosa e criaturas aquáticas para decorar os acessórios da J. Crew. A edição limitada inclui meias para homem e senhora, um saco de compras, uma bolsa de maquilhagem, um guarda-chuva e um caderno, entre outros. No total, 11 acessórios estarão à venda esta semana nas lojas físicas e no website da J. Crew.

6. Casaco mais respirável chega à The North Face

A marca de vestuário e equipamento de outdoor The North Face desenvolveu o que garante ser o seu casaco à prova de água «mais respirável». Desenhado para garantir que o utilizador se mantém seco durante uma corrida ou treino no exterior, o casaco HyperAir GTX usa a nova tecnologia Gore-Tex Active, da WL Gore & Associates, cuja superfície, que permite que a água escorra permanentemente, elimina a necessidade de um tecido exterior, pelo que a The North Face afirma ser o seu produto mais leve e respirável com Gore-Tex. O casaco à prova de água e de vento tem também o apoio em forma de micro grelha «extremamente leve» da Gore, que aguarda patente, junto à pele, para manter um baixo peso e aumentar o conforto do utilizador. A The North Face afirma que este «material revolucionário» combinado com a construção única do casaco HyperAir GTX permite uma maior respirabilidade, reduz a acumulação de suor e permite a transferência mais rápida da humidade para evitar o desconforto de um tecido molhado. «Estamos sempre à procura e a desenvolver os materiais mais inovadores para criar produtos que mantenham os nossos atletas e clientes mais quentes e mais secos, para que possam estar mais tempo no exterior, e nunca vimos nada que tenha uma performance semelhante ao Gore-Tex Active», afirma o vice-presidente de produto mundial Joe Vernachio. «Testamos de forma rigorosa o novo casaco HyperAir GTX tanto em laboratório como com os nossos atletas no terreno e teve resultados extraordinários em termos de respirabilidade e volume para guardar», acrescenta. Desenhado para atividades como corrida e ciclismo em montanha, os produtos Gore-Tex Active têm uma superfície que escorre permanentemente a água e que elimina a necessidade de um tecido exterior.