Breves

  1. Bangladesh é a casa da “Empresa do Ano”
  2. Restos de malhas geram denim “verde”
  3. Project Jacquard tem mais um parceiro
  4. Investcorp compra Corneliani
  5. Primark prossegue descoberta do Novo Mundo
  6. Produtora de lã britânica nega abusos a animais

1. Bangladesh é a casa da “Empresa do Ano”

A empresa Matin Spinning Mills Lda, do Bangladesh, foi considerada “Empresa Têxtil Internacional do Ano” nos World Textile Awards, patrocinados pelo The Textile Institute. A empresa faz parte do grupo DBL, um dos maiores produtores verticais e exportadores de vestuário em malha do Bangladesh. Com sede em Gazipur, no Bangladesh, a Matin Spinning Mills começou as suas operações comerciais em 2006 e atualmente produz fios que são usados na produção de tecidos para marcas mundiais, como a H&M, a Esprit e a Puma. «O grupo DBL, que detém a Matin, provou ser um nome respeitado na indústria têxtil do Bangladesh desde a sua fundação em 1991 e este prémio é bem merecido», afirmou Adrian Dinsdale, CEO do World Textile Awards. «Vencer este prémio vai certamente inspirar a nossa equipa a chegar a novas metas no futuro», acrescentou MA Jabbar, diretor-geral e CEO da Matin Spinning Mills. Os critérios de avaliação incluíram a posição de mercado da empresa, a performance técnica, práticas ambientais e de sustentabilidade, controlo de qualidade e programas para os funcionários. Os prémios receberam candidaturas de todo o mundo. A empresa Textured Jersey, do Sri Lanka, que venceu o prémio de melhor empresa em 2014, foi considerada em 2015 a “Empresa de tinturaria e acabamentos do ano”, prémio que venceu já pelo segundo ano consecutivo. A empresa, que produz malhas para roupa interior e activewear, é uma joint-venture entre a Pacific Textiles, de Hong Kong, e a Brandix Lanka. Entre os seus clientes constam a Marks & Spencer, a Victoria’s Secret, a Intimissimi e a Calvin Klein.

2. Restos de malhas geram denim “verde”

A Denim North America (DNA), uma divisão do DNA Textile Group, está a lançar um novo denim que é produzido nos EUA com um fio feito a partir de restos de malhas em algodão, resultado de operações de corte e costura de vestuário. A empresa fez uma parceria com a Jimtex Yarns, uma divisão da Martex Fiber Southern Corporation, para produzir o R3 Denim, que é feito inteiramente no estado da Geórgia. A coleção utiliza fio certificado ECO2cotton, que é produzido a partir da reciclagem de restos de malha de algodão (pré-consumo e pós-industrial) e cada par de jeans feito com R3 Denim contém o equivalente a duas t-shirts recicladas. O denim ambientalmente responsável também conserva água e reduz a utilização de energia na produção. «Estamos a levar a reciclagem mais longe com o benefício acrescido de oferecer um denim sustentável, mas também moderno e funcional», afirma a diretora criativa e de marketing da DNA, Lisa Harris. O R3 Denim será lançado em conjunto pela DNA e a Martex Fiber Southern Corporation e vai promover a campanha “No Fiber Left Behind” da Martex, que destaca a importância de acabar com os envios para aterros. O desenvolvimento surge alguns meses após a gigante do denim Levi Strauss & Co ter feito uma parceria com a start-up tecnológica Evrnu para criar o que afirma serem os primeiros jeans do mundo feitos com t-shirts de algodão que chegaram ao fim da vida.

3. Project Jacquard tem mais um parceiro

A produtora de vestuário de trabalho Cintas Corp tornou-se a mais recente empresa a juntar-se ao Project Jacquard da Google, numa parceria que tem como objetivo produzir uniformes com tecnologia de vestuário inteligente. O Project Jacquard é uma iniciativa que tem como meta permitir que fibras condutoras sejam incorporadas nos têxteis, ligando vestuário interativo sem fios a dispositivos, plataformas de software e serviços na nuvem. A colaboração irá permitir que a Cintas trabalhe para desenvolver uniformes com a tecnologia Jacquard com o foco inicial nas aplicações de segurança e cuidados de saúde. «Juntos, estamos a desenvolver utilizações na área da saúde, em cooperação com vários hospitais», afirmou Paul Jantsch, vice-presidente sénior de estratégia corporativa e desenvolvimento da Cintas. «Vemos muitas aplicações para a tecnologia ter impacto na produtividade, saúde e segurança, não apenas nos cuidados de saúde, mas virtualmente em todas as indústrias», acrescentou. No mês passado, uma parceria de um ano entre a Levi Strauss e a Google levou ao lançamento da primeira peça de roupa com a tecnologia inteligente do Project Jacquard. O casaco Levi’s Commuter x Jacquard by Google tem como destinatários ciclistas urbanos e vai permitir aos utilizadores atender chamadas de telefone, controlar mapas e ouvir música simplesmente com um toque na manga.

4. Investcorp compra Corneliani

O grupo de investimento Investcorp fez um acordo para comprar uma quota maioritária na empresa italiana de vestuário de homem Corneliani por 100 milhões de dólares (88,6 milhões de euros). Fundada em 1958, a Corneliani é conhecida pelos fatos e casualwear para homem e é uma das mais antigas marcas italianas de lux independentes, com presença na Europa, nos EUA e na Ásia. A empresa emprega cerca de 1.100 pessoas e vende através de 10 lojas próprias, 850 pontos de venda multimarca e mais de 75 lojas franchisadas e 50 shop-in-shop. Em 2015, a empresa registou um volume de negócios superior a 110 milhões de euros. Sob os termos do acordo, alguns membros da família Corneliani vão manter-se como acionistas juntamente com a Investcorp. «Depois de mais de seis décadas a construir a Corneliani, acredito que este é o momento certo para passar a empresa para uma custódia fiável que pode crescer com base na visão e no percurso que eu embarquei com o meu irmão em 1958», afirmou o fundador Carlalberto Corneliani. «Estou confiante que a Investcorp é a melhor parceira que a Corneliani podia esperar e não tenho dúvidas que vão desenvolver este negócio para se tornar num dos principais players no seu mercado», acrescentou. A Investcorp planeia aumentar a notoriedade da marca e expandi-la internacionalmente, quer nos mercados atuais, quer em novos mercados. «Estamos ansiosos por trabalhar lado a lado com a família Corneliani, com quem partilhamos ambições e valores, e com a equipa de gestão», declarou Hazem Bem-Gacem, diretor de investimento corporativo na Europa da Investcorp.

5. Primark prossegue descoberta do Novo Mundo

A Primark abriu a sua terceira loja nos EUA, com a retalhista de preços baixos a prosseguir a sua expansão no mercado. A abertura da loja no Danbury Fair Mall, em Danbury, no Connecticut, segue-se às duas lojas abertas em setembro do ano passado, uma em Boston e outra na Pensilvânia. A Primark tem planos para abrir cerca de 11 lojas nos EUA até ao final do ano. As próximas seis serão abertas na Pensilvânia, Staten Island, duas em New Jersey e duas no Massachusetts. «Continuamos a receber um feedback muito positivo dos consumidores e a abertura da nossa terceira loja no Danbury Fair Mall marca mais um passo importante na apresentação da marca Primark aos consumidores americanos e a aumentar a notoriedade da nossa fórmula única de “Moda Fantástica, Preços Fantásticos”», afirmou Paul Marchant, diretor-executivo da Primark. A nova loja tem um “gabinete de tendências”, 65 provadores, 47 caixas, acesso a wi-fi gratuito e duas áreas de bancos para os consumidores “recarregarem”. A loja criou 220 empregos. Fora do Reino Unido, a Primark opera atualmente 134 lojas na República da Irlanda, Espanha, Portugal, Alemanha, Holanda, Bélgica, Áustria, França e nos EUA, representando cerca de 44% das 302 lojas do grupo.

6. Produtora de lã britânica nega abusos a animais

A Standard Wool, uma grande produtora britânica de lã, nega as alegações da Peta (People for the Ethical Treatment of Animals) de que compra lã em quintas no Chile que cometem abusos sobre as ovelhas e que pode acabar a ser vendida como “lã italiana”. A empresa britânica afirma, pelo contrário, que «condena em absoluto os maus tratos dados a animais» e garante que é a única operação de compra de lã no Chile que ativamente promove padrões de bem-estar dos animais. A Peta divulgou dois vídeos que mostram trabalhadores em duas quintas de ovelhas no Chile a matarem ovelhas sem as atordoar antes e até a esfolar o animal vivo. Ambas as quintas fornecem, alegadamente, a Standard Wool (Chile) SA, que exporta mais de metade dos seus produtos para Itália, onde a lã pode então ser etiquetada como “lã italiana”. A Standard Wool, contudo, indica que desde que foi informada das alegações, não encontrou «evidências que sugiram que as quintas no Chile com que trabalha sejam abusivas para os animais». A Standard Wool (UK) Limited sublinha ainda que há várias centenas de fornecedores de lã no Chile e que a Standard Wool (Chile) SA não tem nenhuma parceria ou acordo a longo prazo em vigor com nenhum produtor de lã e insiste que todos os contratos com produtores chilenos incluem uma cláusula a declarar que adotam as diretrizes da International Wool textile Organisation (IWTO) para o bem-estar das ovelhas. A Peta explica que apesar os retalhistas afirmarem vender “lã italiana”, menos de 1% da lã mundial é proveniente de ovelhas criadas e tosquiadas em Itália. A verdadeira fonte são países como o Chile, que exporta pelo menos 30% da sua lã para Itália. Em menos de dois anos, a Peta publicou seis exposições de 39 unidades em três continentes com mutilação de ovelhas, incluindo relativamente a lã supostamente “sustentável” e “de luxo”. A especialista em vestuário de outdoor Patagonia deixou de aprovisionar lã da fornecedora argentina Ovis 21, depois de uma investigação ter exposto «crueldade extrema» para ovelhas e cordeiros.