O consumo dos americanos ricos em artigos de luxo deverá crescer em 26,6 mil milhões de dólares (18,34 mil milhões de dólares) em 2011, com o número de famílias afluentes que planeiam gastar mais a quase duplicar nos últimos três meses. À medida que os EUA gradualmente emergem da sua pior crise económica em décadas, o estudo do American Express Publishing e do Harrison Group prevê que o consumo de artigos de luxo aumente quase 8% este ano, para 359 mil milhões de dólares, em comparação com 2010. «É um alívio finalmente ver um regresso significativo de consumidores abastados ao mercado do luxo», indica o vice-presidente do Harrison Group, Jim Taylor. Contudo, avisa que «o consumidor rico continua a basear-se na necessidade, é engenhoso e orientado para a pesquisa. Eles vão exercer a discrição. Vão perseguir a autenticidade e a qualidade extraordinária. Vão embarcar na arte do negócio e nos descontos com prazer. E vão operar como famílias em necessidade». O Estudo de Riqueza e Prosperidade na América inquiriu 1.458 famílias com um rendimento discricionário de mais de 100 mil dólares representando os 10% mais ricos nos EUA, que constituem cerca de 50% de todo o consumo. E concluiu que 15% dessas famílias planeiam gastar, em 2011, mais um quarto em comparação com 2010 e quase o dobro de 2008, ao mesmo tempo que o número que está a cortar nos gastos foi quase metade em comparação com o ano passado cerca de 9% e para dois terços em comparação com 2008. Taylor afirma que embora 70% dos americanos ricos ainda acreditem que o país está em recessão, estão menos ansiosos a preocupação com a perda do emprego desceu 50% em comparação com 2010 e as preocupações com a falência potencial da sua empresa desceu para 11%, em comparação com 28%. «No final, o aumento no consumo que antecipamos não é o regresso à loucura do passado, mas uma expressão de consumidores sensíveis, engenhosos e confiantes a expandir o seu portefólio de necessidades», explica. «Os quase 4 biliões de dólares nos seus fundos de mercado dão a estes consumidores o poder de comprar com dinheiro. A sua equação de valor reflecte o preço da recessão: uma avaliação madura», conclui Taylor. Uma recuperação das acções em 2010, que empurrou o Dow Jones Industrial Average em 11%, também ajudou a encorajar os consumidores. O consumo, que representa 70% da actividade económica nos EUA, cresceu a um ritmo acelerado de 4% nos últimos três meses do ano passado. Mas as vendas a retalho nos EUA registaram o seu menor ganho em nove meses em Março, com as vendas de automóveis a cair e os consumidores a sentirem o efeito dos preços mais elevados dos combustíveis. O estudo de riqueza on-line foi feito de 31 de Janeiro a 14 de Fevereiro e tem uma margem de erro aproximado de 3%.











