- Rússia investe na produção têxtil
- Adidas lança swimwear para o pódio
- Vestuário impulsiona retalho japonês
- Calvin Klein e Tommy Hilfiger salvam PVH
- Moda une-se contra as alterações climáticas
- Serviço defrauda expectativas dos consumidores
1. Rússia investe na produção têxtil
O produtor de vestuário e bens de consumo BTK-Group vai criar uma unidade de acabamentos têxteis na região de Rostov, na Rússia, para produzir corantes têxteis para o mercado interno. O Fundo Estatal de Desenvolvimento da Indústria da Rússia concedeu um empréstimo de 100 milhões de rublos (1,38 milhões de euros), o equivalente a 30% do investimento total, para a criação do novo centro. O projeto deverá estar concluído no primeiro trimestre de 2017. Detido pelo BTK-Group, o centro vai operar sob a liderança do especialista têxtil austríaco KlausJuergen Wolf e, numa primeira fase, contará com 16 outros especialistas têxtil provenientes de Itália, Croácia, Alemanha, Dinamarca, Suíça, Israel, Grécia e África do Sul, que irão formar trabalhadores russos e entregar as operações após um período de adaptação. A unidade terá tingimento, acabamentos, estamparia e revestimentos e maquinaria da ThenFongs, Monforts, Andritz/Kuesters e Zimmer. Atualmente, cerca de 95% de todos os corantes têxteis usados pelos produtores russos de tecidos são importados e apenas existe uma unidade de acabamento semelhante na região de Rostov, segundo o BTK-Group. A nova unidade vai produzir ácidos, corantes dispersos e reativos e terá uma capacidade de produção de 3 mil toneladas de corantes por ano, permitindo que o BTK fique com uma quota de 30% do mercado de corantes têxteis da Rússia e Comunidade dos Estados Independentes (CIS). «O problema com muitos produtores é a falta de corantes de qualidade para têxteis», afirma Viktor Evtukhov, Ministro-Adjunto da Indústria e Comércio. «A maior parte compra a fornecedores estrangeiros, na Alemanha, Suíça e China. Em termos de desvalorização da moeda nacional isso aumenta muito o custo da produção de têxteis. Infelizmente, grande parte da produção de corantes da União Soviética perdeu-se parcialmente», acrescenta. Evtukhov revela que a base de matérias-primas para a produção de corantes na Rússia atualmente são hidrocarbonetos e petroquímicos. «Acredito que a emergência da produção moderna vai ser um avanço e irá responder às exigências de segurança e design de qualidade», declara. Sergey Bazoev, diretor-geral do BTK Textiles, acrescenta que «o BTK Textiles, para as necessidades das suas fábricas têxteis na região de Rostov e no território de Altai, tem de importar corantes no segmento premium da Europa de mais de 200 toneladas por mês, o que aumenta significativamente o custo final do produto têxtil, sobretudo tendo em conta a atual taxa de câmbio. A produção própria de corantes vai permitir gerir de forma mais eficiente a cadeia de valor e fornecer um produto de elevada qualidade tanto ao mercado interno como externo».
2. Adidas lança swimwear para o pódio
A gigante alemã de artigos de desporto Adidas desenvolveu uma nova gama de swimwear para o mercado de competição para melhorar a velocidade, o conforto e a energia. A nova gama AdizeroXVI para homem e senhora incorpora três inovações: otimização da energia, materiais inteligentes e um ajuste biométrico totalmente à medida. A gama, que será lançada em fevereiro do próximo ano, é o resultado de quatro anos de investigação pelo grupo, que envolveu o scan corporal em 3D da elite de nadadores para melhor compreender a forma e para desenvolver um processo para a produção de um molde 3D para o novo fato. O tecido, as bandas e o ajuste preciso do fato foram desenhados para dar ao atleta energia extra, explicou Deborah Yeomans, diretora de futuro da Adidas. As bandas no fato têm uma resistência específica, com base na sua posição, e o material elástico tem uma recuperação de 100%. Por isso, quando o material é esticado pelo atleta durante um mergulho no início da prova, o material vai armazenar energia e ajuda a ter uma partida mais rápida. «O tecido, as bandas e o fit trabalham em conjunto para dar ao nadador uma melhor posição na água, que é especialmente crucial quando o nadador fica cansado», acrescentou Yeomans. «Um fato normal cria muita turbulência quando a água flui numa parte não linear do corpo. Respondemos a isto com a texturização do tecido e com a adição de ondulações em partes-chave do fato, para que a água passe de forma suave sobre o tecido e o efeito de arrasto seja reduzido», referiu. A gama AdizeroXVI também tem um design à medida para os movimentos únicos de diferentes estilos de natação.
3. Vestuário impulsiona retalho japonês
As vendas a retalho no Japão aumentaram 1,8% em outubro em comparação com o ano anterior, um crescimento acima das previsões dos analistas, que esperavam um ganho de 0,8%, resultado, sobretudo, das fortes vendas de vestuário. O Ministério da Economia, Comércio e Indústria revelou que as vendas a retalho estão a dar sinais de recuperação, ajudadas por condições meteorológicas favoráveis e um aumento dos turistas chineses. As vendas de têxteis, vestuário e artigos pessoais subiram 9,1% devido às temperaturas frias em outubro. O impacto do aumento dos impostos sobre as vendas de 5% para 8% em abril de 2014 diminuiu, segundo um responsável do Ministério, e as vendas de veículos e eletrodomésticos também recuperaram para os níveis médios. Os dados positivos das vendas a retalho, juntamente com o aumento da produção industrial do Japão pelo segundo mês consecutivo, estão em linha com a expectativa dos analistas de uma ligeira retoma económica no último trimestre do ano. As vendas combinadas nos principais grandes armazéns e supermercados registaram, pelo sétimo mês consecutivo, um aumento de 4% em outubro, enquanto as vendas em lojas de conveniência subiram 6,1%.
4. Calvin Klein e Tommy Hilfiger salvam PVH
A Tommy Hilfiger e a Calvin Klein salvaram o terceiro trimestre da empresa-mãe PVH Corp, numa altura em que as temperaturas amenas, a valorização do dólar e um ambiente de retalho difícil criaram algumas dificuldades. Embora a PVH tenha registado uma quebra nas vendas e lucros no terceiro trimestre, conseguiu ficar acima das expectativas dos analistas, graças à performance da dupla de marcas. O lucro caiu 1,7%, para 221,9 milhões de dólares (cerca de 208 milhões de euros) e o volume de negócios total caiu 3%, para 2,16 mil milhões de dólares, embora tenha crescido 3% a câmbios neutros. Contudo, as vendas sem efeitos de câmbio da Calvin Klein subiram 7%, enquanto as da Tommy Hilfiger aumentaram 4%. O negócio da Heritage Brands, que está a ser reposicionado, registou uma quebra de 5% das vendas. A PVH indicou ainda que as vendas comparáveis na América do Norte mantiveram-se estagnadas devido ao declínio do tráfego em loja e às tendências de consumo nas suas localizações mais focadas no turismo, assim como a temperaturas amenas para a época. Apesar de ter revisto em baixa as previsões de vendas, a PVH manteve as previsões de lucro para o ano. O CEO Emanuel Chirico afirmou que os resultados excederam as expectativas «apesar do ambiente de negócios difícil e volátil, incluindo um abrandamento no tráfego experienciado nos EUA durante o trimestre. Os nossos resultados continuam a destacar a força dos nossos negócios Calvin Klein e Tommy Hilfiger International e uma melhoria das tendências no negócio da Heritage Brands». Apesar de «uma época de Natal muito competitiva e promocional», a empresa reiterou as suas previsões de lucro anual por ação para valores entre 6,90 e 7 dólares. Contudo, baixou as previsões de vendas para o ano, citando o impacto de um dólar mais forte, um abrandamento das vendas domésticas e a instabilidade regional na Rússia e arredores.
5. Moda une-se contra as alterações climáticas
Os diretores executivos de sete grandes empresas de vestuário, incluindo a Hennes & Mauritz, a Gap e a Adidas, estão a pedir aos governos para fazerem um acordo forte sobre as mudanças climáticas, afirmando que temem que o aquecimento global aumente os seus custos. Representantes de quase 200 países estão reunidos em Paris até 11 de dezembro a tentar chegar a acordo para limitar a subida das temperaturas provocada pelo aumento das emissões de gases com efeito de estufa. «Juntamo-nos para reconhecer que as mudanças climáticas estão a prejudicar o mundo em que operamos», pode ler-se na declaração conjunta, também assinada pelos responsáveis da Levi Strauss, VF Corp (que detém a Timberland), Eileen Fisher e Burton Snowboards. «O combate às mudanças climáticas e a inovação tecnológica são vitais para a saúde e bem-estar dos que fazem e usam os nossos produtos, assim como para o aprovisionamento futuro de materiais necessários para fazer esses produtos», acrescenta a declaração. As sete empresas estão entre as principais consumidoras de algodão e os executivos afirmam que estão preocupados que o aquecimento mundial possa aumentar os custos, uma vez que isso irá prejudicar a produção de algodão. Confrontados com as críticas que apontam o dedo à indústria da moda por alimentar uma cultura de desperdício, empresas como a H&M e a Adidas têm tentado melhorar as suas credenciais através do lançamento de produtos feitos com matérias-primas recicladas. A indústria de vestuário representa 10% das emissões totais de dióxido de carbono, com mais de 150 mil milhões de peças de vestuário produzidas todos os anos, segundo o Zady, um website de moda que procura encorajar os consumidores a comprarem menos vestuário, de melhor qualidade e produzido de forma sustentável. Os sete executivos esperam que o acordo de Paris assegure zero emissões de gases com efeito de estufa bem antes do final do século e traga garantias de que os compromissos nacionais sobre o clima serão reforçados a cada cinco anos a partir de 2020.
6. Serviço defrauda expectativas dos consumidores
Os consumidores americanos estão insatisfeitos com o níveldo serviço ao consumidor oferecido pelos retalhistas nesta época de Natal. Cerca de 35% estão insatisfeitos com a experiência online, um valor que sobe para 40% no que diz respeito às lojas físicas. Cerca de 18% dos consumidores queixam-se de que é «impossível ou extremamente difícil» encontrar a informação que pretendem nos websites dos retalhistas, segundo um novo estudo da fornecedora de soluções multicanal de envolvimento do consumidor Eptica. O estudo mostra que embora muitos consumidores tenham feito compras online (63%) ou na loja (56%), cada vez mais usam os seus smartphones para comprar artigos quando estão na loja física. Contudo, embora 23% tenha comprado no website do retalhista onde estava, 23% comprou a um rival. Cerca de 49% dos que compraram na loja através de smartphones queixam-se do serviço e 48% comprou a outra empresa. O CEO e cofundador da Eptica, Olivier Njamfa, considera que «o que é chocante é que qualquer que seja o canal que escolhem, e sempre que fazem compras, há muitos consumidores insatisfeitos com o serviço que recebem. Numa altura do ano tão vital, os retalhistas precisam de resolver isto se quiserem ganhar e manter os consumidores e garantir volumes de negócios fortes durante a época natalícia».







