A coleção, produzida com uma mistura de 20% de Next-Gen Cotton reciclado e 80% de algodão biológico, representa a primeira utilização das fibras da Re&Up no portefólio de marcas próprias da Zalando.
O Next-Gen Cotton é produzido a partir de resíduos pré e pós-consumo, recorrendo a um processo que inclui triagem automatizada, desconstrução dos artigos e descoloração. Segundo a Re&Up, a tecnologia permite obter fibras com características adequadas à produção de novos produtos têxteis e assegurar a sua rastreabilidade ao longo da cadeia.
«Peças essenciais do dia a dia, como as clássicas t-shirts de algodão, exigem elevados padrões de suavidade, durabilidade e uniformidade do tecido. Demonstrar que as fibras recicladas conseguem assegurar o desempenho necessário nestes básicos de vestuário é fundamental para reforçar a confiança da indústria», aponta a Re&Up em comunicado.
«A verdadeira medida da circularidade é saber se consegue funcionar em produtos do dia a dia, à escala comercial. A nossa colaboração com a Zalando é um exemplo importante dessa transição: levar algodão reciclado da fibra à fibra às coleções mainstream sem comprometer o desempenho esperado do produto», afirma Ebru Özküçük Güler, diretora de sustentabilidade da Re&Up. A responsável acrescenta que a expansão da circularidade depende de «tecnologia escalável, materiais fiáveis e marcas dispostas a integrá-los no seu negócio principal».
A Zalando fechou o segundo trimestre de 2026 com um crescimento de 20,8% das receitas, para 3,42 mil milhões de euros, enquanto o volume bruto de mercadorias (GMV) aumentou 20,7%, para 4,92 mil milhões de euros. O EBIT ajustado avançou 10,4%, para 204,8 milhões de euros, com as sinergias resultantes da aquisição da About You a contribuírem com mais de 10 milhões de euros. O número de clientes ativos atingiu 62,5 milhões, mais 18,3% face ao período homólogo.
Para o conjunto de 2026, a Zalando prevê que o crescimento do GMV e das receitas se situe na metade inferior do intervalo de 12% a 17% anteriormente indicado, mantendo inalteradas as expectativas para a evolução do negócio na segunda metade do ano. A empresa ajustou ainda a previsão para o EBIT ajustado, que deverá ficar entre 680 milhões e 720 milhões de euros, face ao intervalo anterior de 660 milhões a 740 milhões de euros.




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