A Unifi assinalou vendas líquidas de 144,2 milhões de dólares (aproximadamente 123,3 milhões de euros) no trimestre terminado a 28 de junho, o que representa uma subida de 4,1% face aos 138,5 milhões de dólares alcançados no período homólogo de 2025.
A empresa atribui a evolução das vendas sobretudo ao desempenho no Brasil, «parcialmente compensado por um padrão de encomendas de clientes pouco animador» nas Américas e na Ásia, «resultante da incerteza geopolítica, comercial e associada a tarifas», explica a Unifi.
Por regiões, o Brasil foi o mercado com o maior crescimento no trimestre, com as vendas a aumentarem 17,8%, de 28,8 milhões de dólares para 33,9 milhões de dólares. Nas Américas, responsáveis por 58,5% das vendas trimestrais, a receita recuou de 85 milhões de dólares para 84,4 milhões de dólares, enquanto a Ásia registou um crescimento de 4,5%, para 25,8 milhões de dólares.
«Encerrámos o exercício fiscal de 2026 com um claro impulso, evidenciado por uma melhoria significativa da rentabilidade e do fluxo de caixa. Estes resultados refletem a execução disciplinada das nossas iniciativas de redução de custos, otimização operacional e gestão do portefólio, cada uma das quais contribuiu para reduzir o nosso ponto de equilíbrio de receitas», refere Eddie Ingle, diretor executivo da Unifi.
As receitas da Repreve atingiram 40,2 milhões de dólares, representando 28% das vendas líquidas do trimestre. O EBITDA ajustado fixou-se em 8,2 milhões de dólares, depois de um valor negativo de 4,1 milhões de dólares no quarto trimestre do exercício fiscal anterior.
Apesar da melhoria operacional, a Unifi encerrou o trimestre com um resultado líquido negativo de 1,2 milhões de dólares, comparando com um resultado líquido positivo de 15,5 milhões de dólares no mesmo período de 2025, sustentado por um ganho de 35,8 milhões de dólares com a venda da sua fábrica em Madison, na Carolina do Norte, nos EUA.
Perspetivas positivas
Para o primeiro trimestre do exercício fiscal de 2027, a empresa antecipa uma melhoria das vendas e da rentabilidade no Brasil, enquanto a Ásia deverá manter-se pressionada pela fragilidade regional e volatilidade geopolítica. Nas Américas, a Unifi prevê um aumento da rentabilidade, apoiado por poupanças de custos, procura estável e crescimento das receitas de produtos de valor acrescentado
A empresa espera ainda que as vendas e a rentabilidade do ano fiscal de 2027 melhorem face a 2026, beneficiando das medidas de gestão do portefólio, contenção de custos e melhoria da execução operacional. «Ao entrarmos no ano fiscal de 2027, estamos a ver sinais encorajadores em várias áreas do nosso negócio, incluindo a Beyond Apparel, que continua a contribuir para a melhoria do nosso desempenho financeiro», conclui Eddie Ingle, acrescentando que a empresa se mantém «focada em posicionar o negócio para um crescimento de longo prazo, em promover uma alocação disciplinada de capital e em executar iniciativas adicionais concebidas para reforçar ainda mais os nossos negócios».




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