Retrato da distribuição em Portugal

As cadeias especializadas e as grandes superfícies aumentaram a sua quota total de mercado em Portugal nos últimos anos, superando os 50% em 2006, enquanto que o comércio independente diminuiu cerca de 4,3% em igual período, de acordo com o estudo "Distribuição de Confecção" realizado pela consultora DBK. Os resultados do estudo revelam que o volume de negócios do sector português da distribuição de vestuário registou um incremento de 3,4% em 2006, atingindo os 4,23 mil milhões de euros. Neste contexto, o comércio independente continua a perder quota de mercado a favor das cadeias especializadas, dos grandes armazéns e dos hipermercados. Deste modo, as vendas das lojas independentes perderam uma quota de 6% desde 2004. Em contrapartida, a facturação total das cadeias especializadas e das grandes superfícies apresentaram, nos últimos exercícios, uma tendência de crescimento que atingiu os 40% e os 13%, respectivamente, em 2006. O vestuário de senhora representou cerca de 50% das vendas totais em 2006 e o de homem 40%, correspondendo os restantes 10%ao vestuário infantil. No sector operam mais de 6.700 empresas, com um efectivo total de 31.700 pessoas.Em particular, este estudo aponta parao desaparecimento do comércio independente, assim como para um maior número de aberturas de pontos de venda integrados em cadeias especializadas.Para 2007-2008, o estudo da DBK prevê uma ligeira aceleração do ritmo de crescimento das vendas, com taxas de variação anual situadas nos 4-5%. O comércio independente deverá, todavia,continuar a perder quota de mercado, num contexto de forte crescimento previsto para as cadeias especializadas, os hipermercados eos grandes armazéns. A escassez de locais nos centros das cidades e os novos hábitos de consumo fomentaram o desenvolvimento de numerosos projectos de centros comerciais, os quais continuarão a ganhar protagonismo na criação de novos espaços nas cadeias especializadas. A forte concorrência continuara a impulsionar as estratégias dediversificação dos operadores para novos segmentos de procura, assim como para o lançamento de novas linhas de produtos.