Naquela que foi a quinta participação na Texprocess, a Costura Ponto – que nas primeiras edições esteve presente com o nome Bolsibotão – quis, sobretudo, dar a conhecer o seu novo departamento de desenvolvimento, criado há cerca de oito meses. «Começámos com pequenos projetos para empresas locais, que nos procuraram com desafios específicos. Vimos que havia um caminho a seguir, pois o mercado está sempre à procura de soluções inovadoras», explica, ao Jornal Têxtil, Filipe Ferreira, CEO da empresa.
Os primeiros projetos, que foram apresentados na Texprocess, incluíram automatizações customizadas para máquinas de costura. «Equipámos máquinas de marcas conhecidas com automatismos desenvolvidos por nós. Estas soluções melhoram a qualidade e a produção, especialmente numa época em que a mão-de-obra qualificada está escassa», destaca o CEO. Entre os projetos mostrados estavam soluções para o sector automóvel, como sistemas para airbags.
A empresa usou o certame para fazer o lançamento da marca CPTEX, que irá englobar todos os desenvolvimentos tecnológicos da Costura Ponto. «A Texprocess foi a plataforma ideal para lançar a CPTEX, que despertou muito interesse dos visitantes e de marcas europeias de vestuário», indica Filipe Ferreira. A marca CPTEX é identificada pelo logótipo com um braço robótico, simbolizando a futura direção da empresa para a automação e a inteligência artificial. «O braço robótico é um dos passos seguintes, que queremos começar a implementar nos nossos projetos, para ajudar nas operações. Vamos focar-nos nisso e, a seguir, na inteligência artificial. É esse caminho que queremos percorrer, passo a passo», resume.
Além disso, e pela primeira vez, a Costura Ponto levou também até à Alemanha a marca Modula, que representa há cerca de dois anos. «A Modula não conhecia esta feira, por isso decidimos convidá-la para estar presente connosco. Representamos a Modula em Portugal, focando-nos na área têxtil, embora o seu equipamento de armazém vertical possa ser utilizado em várias indústrias», explica o CEO.
Além da Modula, o stand da Costura Ponto contou ainda com outras marcas representadas pela empresa portuguesa, como a IMA (corte automático), SIP-Italy (equipamentos automáticos de costura) e Giemmepi (termocolagem).
A Invescorte, por seu lado, focou-se na divulgação do sistema ICF – Invescorte Cutting Flow. «Desenvolvemos um software que tem tido um grande êxito em Portugal, um software de gestão da sala de corte que é absolutamente único», explica, ao Jornal Têxtil, Herculano Felizardo, CEO da Invescorte. «Até o momento, ninguém conseguiu fazer o que fizemos, que é a ligação dos sistemas de CAD com o ERP», realça.
Segundo o CEO, embora as confeções estejam já muito informatizadas, a sala de corte, onde se concentra uma parte significativa dos custos, ainda não estava totalmente integrada nos sistemas de gestão. «Os ERPs tradicionais não conseguem controlar o que acontece na sala de corte. Apenas sabem que entra tecido e saem peças de vestuário, mas o processo intermédio não é monitorizado», aponta.

O sistema, que conta com uma workstation, instalada no mesmo computador que o CAD, e terminais em tablets com toda a informação sobre as operações, permite melhorar a eficiência e reduzir o desperdício. Exemplo disso é um projeto recente de implementação do ICF numa grande empresa na Indonésia, onde anteriormente havia 15 a 20 pessoas dedicadas apenas a introduzir dados no ERP. «Essas pessoas foram realocadas a outras funções após a instalação do nosso sistema», revela o CEO.
A presença na Texprocess foi a segunda participação da Invescorte, desta vez com mais reconhecimento no mercado internacional. «Na primeira vez, éramos menos conhecidos, mas agora já houve muito mais gente a procurar-nos porque já tinham ouvido falar de nós», comenta Herculano Felizardo. «O nosso objetivo é encontrar distribuidores nos vários países», refere.
Atualmente a empresa vende para mais de 20 mercados, «na maioria deles ainda temos uma presença muito discreta. O país onde estamos mais fortes é o Brasil, que acredito que vai até passar Portugal a curto e médio prazo porque a dimensão do mercado é muito maior», afirma.
Para o futuro, «a ideia é estarmos sempre mais à frente, porque se estivermos parados, mesmo que a vender bem, e não fizermos nada, em pouco tempo somos ultrapassados. Tem de haver inovação constante», conclui o CEO da Invescorte.




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