Inditex cresce no primeiro semestre

A retalhista espanhola registou um aumento das vendas e dos lucros nos primeiros seis meses do ano fiscal, com evolução positiva em todas as marcas, da Zara à Massimo Dutti, numa altura em que a Europa assume um peso maior no negócio.

[©Zara]

A Inditex fechou o primeiro semestre do exercício de 2026 com vendas de 19,76 mil milhões de euros, um crescimento homólogo de 7,6%, que acelera para 9,2% a taxas de câmbio constantes. O grupo espanhol aumentou ainda o resultado líquido em 6,8%, para 3 mil milhões de euros, num período marcado pela melhoria da margem bruta e pelo crescimento tanto nas lojas físicas como no canal online.

As coleções de primavera-verão tiveram, segundo a Inditex, uma «muito boa receção» por parte dos consumidores, contribuindo para a evolução positiva das vendas nos dois canais. O lucro bruto avançou 8,3%, para 11,6 mil milhões de euros, enquanto a margem bruta melhorou 40 pontos base, para 58,7%. O EBITDA aumentou 7,8%, atingindo 5,5 mil milhões de euros, e o resultado operacional cresceu 7,6%, para 3,8 mil milhões.

«Estes excelentes resultados destacam as capacidades extraordinárias das nossas equipas. Num ambiente global altamente complexo, conseguiram oferecer todos os dias aos nossos clientes em todo o mundo os produtos e a experiência de moda que procuram», salienta Óscar García Maceiras, CEO da Inditex. «Ambição, flexibilidade e inovação são fatores diferenciadores fundamentais que reforçam o potencial de crescimento de longo prazo da Inditex», acrescenta.

A Zara, que engloba a Zara Home e a Lefties, continuou a representar a maior quota do negócio, com vendas de 13,78 mil milhões de euros, mais 4,8% do que os 13,15 mil milhões de euros registados no primeiro semestre de 2025.

A Pull&Bear aumentou as vendas de 1,16 mil milhões de euros para 1,26 mil milhões de euros (cerca de mais 9%), enquanto a Massimo Dutti passou de 895 milhões para 988 milhões de euros, equivalente a um crescimento de 10,4%.

A Bershka destacou-se com um crescimento de 16,7%, para 1,68 mil milhões de euros, enquanto a Stradivarius avançou 18,5%, para 1,57 mil milhões de euros. A Oysho registou o maior crescimento relativo (mais 21,3%), para 472 milhões de euros.

Geograficamente, a Europa, excluindo Espanha, reforçou o seu peso nas vendas globais, passando de 50,7% para 51,5%. As Américas representaram 17,9% do total e Espanha 15,6%, enquanto a Ásia e restantes mercados reduziram o peso de 16% para 15%. No total, a Inditex contabiliza 5.444 lojas em 215 mercados.

Os primeiros indicadores do segundo semestre apontam para a continuação do crescimento, com a Inditex a revelar que, entre 1 de agosto e 7 de setembro, as vendas em loja e online aumentaram 9% a taxas de câmbio constantes face ao mesmo período de 2025, graças a uma «muito boa receção» das coleções de outono-inverno.

Para o conjunto do exercício de 2026, o grupo prevê que as taxas de câmbio tenham um impacto negativo de aproximadamente 1% nas vendas e antecipa uma margem bruta estável. «No atual exercício, estamos a planear investimentos que permitirão aumentar as nossas capacidades, gerar eficiências e reforçar ainda mais a nossa diferenciação competitiva. Estimamos um investimento corrente de cerca de 2,3 mil milhões de euros», revela o grupo espanhol, acrescentando que «a nossa prioridade continua a ser a melhoria contínua da nossa oferta de moda, do nível de atendimento ao cliente, do nosso foco na sustentabilidade e do desenvolvimento das nossas equipas de excelência. Ao concentrarmo-nos nestas áreas, estaremos a reforçar o potencial de crescimento do grupo a longo prazo».