A H&M será afectada pela previsível apreciação da moeda chinesa mas mantém-se firme na sua intenção de continuar a produzir na “fábrica do mundo”. Quem o diz é Karl-Johan Persson, CEO da empresa e neto do fundador. «Os custos irão certamente subir», referiu o executivo ao The Wall Street Journal. Segundo alguns analistas, cerca de um terço dos produtos H&M é fabricado na China, país cujo governo assinalou recentemente que deixará de intervir tão fortemente na taxa de câmbio da sua moeda face às principais divisas mundiais. «Ninguém poderá dizer com certezas o que se irá passar», afirmou Persson, «mas é preciso reter que isto será apenas um dos muitos factores que afectam os nossos custos. Assim sendo, não precisamos de tomar qualquer medida», acrescentou. Entretanto, o responsável executivo da H&M, admitiu que a expansão acelerada nos últimos anos possa ter causado algum canibalismo: «Não sei exactamente qual é a dimensão desse efeito, mas é claro que, se isso não tivesse acontecido, as nossas vendas comparáveis apresentariam resultados muito mais positivos». No último trimestre, a terceira maior cadeia de retalho de moda mundial, depois da Inditex e da Gap, abriu 86 novas lojas e encerrou 12. Nos dois próximos trimestres a H&M espera abrir 180 novas lojas localizadas maioritariamente na Alemanha, EUA, Reino Unido, França, China e Itália. Karl-Johan Persson disse ainda sentir-se «bastante satisfeito» com as vendas que a empresa está a realizar no continente asiático e apontou especificamente a Rússia, onde irá abrir uma flagship store em São Petersburgo no decorrer deste ano, como um mercado de sucesso. O mercado americano continua a apresentar bons números de crescimento, apesar do termo de comparação resultar de um ano especialmente fraco em termos de vendas (2009). Relativamente ao continente europeu, revelou Persson, os resultados são híbridos. Se na Irlanda e na Grécia as vendas continuam em baixa, em Itália e Portugal as melhorias são mais que notórias. «Muitos países vão ter que apertar os seus orçamentos e, como é claro, isso vai afectar o consumo», referiu o CEO da H&M. Mas apesar do nível de consumo ainda estar num nível inferior ao de 2007, o gigante sueco conseguiu aumentar as suas vendas. «As pessoas estão a comprar menos mas nós vendemos mais. Isso é uma boa combinação», concluiu.











