Segundo o Relatório de Impacto de 2025 da Gucci, a casa de moda italiana registou emissões absolutas de 697,7 mil toneladas de dióxido de carbono equivalente, o que representa uma redução de 20% face ao ano passado e de 45% em comparação com 2022. A produção de matérias-primas continua a representar 52% das emissões totais, sendo que a diminuição foi impulsionada sobretudo pelo menor impacto associado ao couro, algodão e peles.
Na área dos materiais, a Gucci refere que 100% dos metais preciosos tiveram origem responsável, 90% do algodão utilizado foi orgânico ou reciclado, 92% da lã e da caxemira eram orgânicas, recicladas ou de origem responsável e 96% da viscose era reciclada ou proveniente de fontes geridas de forma responsável. Já 70% da poliamida e do poliéster utilizados eram reciclados.
De acordo com a marca do grupo Kering, a rastreabilidade das principais matérias-primas também foi reforçada, alcançando 99% no conjunto dos materiais, incluindo 100% para couro e peles e 77% para fibras de base celulósica. Até abril de 2026, mais de 100 produtos, correspondentes a mais de 200 mil unidades, estavam equipados com etiquetas NFC (Near Field Communication) que permitem aos clientes consultar informação sobre a origem das matérias-primas e o percurso dos artigos ao longo da cadeia de valor. Segundo o relatório, esta iniciativa integra o desenvolvimento do Passaporte Digital de Produto da marca.
O relatório destaca ainda a expansão dos projetos de agricultura regenerativa, abrangendo lã, algodão, seda e couro. Entre as iniciativas encontra-se um novo projeto dedicado ao couro regenerativo na Noruega, baseado na monitorização científica da saúde do solo, da biodiversidade e do funcionamento dos ecossistemas. A Gucci deu igualmente continuidade ao programa de algodão regenerativo, em parceria com o Albini Group, ao projeto de lã regenerativa desenvolvido no Uruguai em colaboração com a Chargeur Luxury Fibers, e ao projeto de seda orgânica desenvolvido com a Nido di Seta, no sul de Itália.
No domínio da circularidade, a Gucci refere que recuperou, através do programa Gucci-Up, 431 toneladas de resíduos têxteis, 54 toneladas de desperdícios de couro e 32 toneladas de materiais metálicos. Paralelamente, o programa Gucci Scrap-less permitiu poupar 715 mil litros de água e evitar a utilização de nove toneladas de produtos químicos.
Quanto à produção, a casa de moda italiana afirma ter continuado a desenvolver soluções de inteligência artificial para melhorar a eficiência industrial e a circularidade dos materiais. Segundo o relatório, a empresa está a testar sistemas de deteção de defeitos, otimização do corte e do encaixe dos moldes, capazes de maximizar o aproveitamento das matérias-primas, reduzir desperdícios e apoiar o planeamento da produção.
Em 2025, a Gucci registou receitas de aproximadamente 5,9 mil milhões de euros, empregou cerca de 17.500 trabalhadores, operou em 497 lojas próprias e teve 95% dos seus fornecedores sediados em Itália.




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