Futuro do luxo entre tradição, IA e novos modelos de consumo

A qualidade, o património das marcas e as lojas físicas continuam na base do luxo, mas a IA e a segunda mão estão a abrir novas vias de crescimento, segundo o EY Luxury Client Index 2026, que será apresentado a 15 de setembro na Porto Business School.

[©Unsplash-Sou Jest]

O futuro do mercado do luxo estará em foco na próxima terça-feira, a partir das 17h00, na Porto Business School, que recebe a apresentação do EY Luxury Client Index 2026 num encontro que vai juntar especialistas da EY e profissionais ligados ao setor para analisar as mudanças no consumo e os desafios que estas colocam às marcas.

O estudo surge num momento de transformação do mercado, depois da desaceleração registada em 2024 e de uma estabilização desigual em 2025. A EY aponta para um contexto marcado pela incerteza económica e geopolítica e por consumidores mais seletivos, que obrigam as marcas a encontrar novas formas de crescer sem comprometer os atributos tradicionalmente associados ao luxo.

Baseado num inquérito a 1.631 consumidores de 11 mercados, realizado entre fevereiro e março deste ano, o EY Luxury Client Index 2026 mostra que os fundamentos tradicionais continuam a ter um peso determinante, com a qualidade dos materiais a ser o principal fator de decisão de compra para 65% dos inquiridos, à frente do património da marca, com 52%, e da componente artesanal, com 50%.

Em termos de distribuição, as lojas físicas mantêm um papel central, mas os consumidores mostram uma elevada abertura à tecnologia, com 94% a considerarem que a inteligência artificial pode melhorar a experiência de compra. A segunda mão está igualmente a ganhar terreno, com 45% dos participantes a revelarem já ter comprado artigos de luxo usados e 62% disponíveis para adquirir produtos certificados diretamente às marcas.

O estudo identifica ainda oportunidades em torno das experiências e de novos modelos de negócio, uma vez que 73% dos consumidores mostram-se disponíveis para pagar pela participação em eventos exclusivos e 63% considerariam aderir a uma subscrição de luxo oferecida diretamente por uma marca.

A apresentação das principais conclusões do EY Luxury Client Index 2026 estará a cargo de Hermano Rodrigues e Sérgio Ferreira, da EY, seguindo-se uma intervenção de António Paraíso, da Porto Business School, dedicada às principais conclusões do estudo.

O programa da sessão, que é dirigida a líderes empresariais, gestores e profissionais interessados na evolução do segmento premium e de luxo, inclui também uma apresentação do programa avançado Leading the Luxury Business, da Porto Business School, antes de passar, às 18h, para um debate subordinado ao tema “O futuro do luxo: mercados, consumidores e marcas em mudança”, com a participação de Ingrid Koeck (Torel), Joana Pais (Sogrape), Manuel Santos (The Yeatman) e Paulo Vaz (Exponor/AEP).