De acordo com o Conference Board os EUA vão continuar a crescer entre 5% a 6% nos próximos três a seis meses. O índice que sintetiza uma bateria de indicadores avançados subiu durante nove meses consecutivos, ao longo de 2003, até aos 114,3 pontos, em Dezembro. Este valor representa uma subida de 0,2% face a Novembro e de 4,7% face a Março, quando foi registada a pior observação do período.
A dita recuperação é consistente com a evolução favorável no produto, que no segundo semestre de 2003 disparou cerca de 6%, lembrou o Conference Board. E tudo indica que, nos próximos três a seis meses, a conjuntura continue a beneficiar de crescimentos na ordem dos 5% a 6%.Ken Goldstein, economista no Conference Board, confirmou isso mesmo, prevendo que os postos de trabalho ganhos em Novembro e Dezembro também se reflectirão positivamente no andamento do indicador avançado, nos primeiros meses de 2004. O crescimento do consumo, principal motor que permitiu à economia norte-americana sair da recessão de 2001, permaneceu relativamente forte e o investimento das empresas em equipamento esoftware também deu sinais de crescente robustecimento, acrescentou.Sete dos dez indicadores avançados que integram o índice sintético aumentaram em Dezembro, tendo-se destacado os contributos da performance das vendas, dos preços das acções, das licenças de construção e da média de pedidos semanais subsídios de desemprego, por esta ordem, entre outros. Os factores negativos foram a queda verificada na oferta de moeda e as horas de trabalho semanais.Em separado, o Governo veio confirmar os argumentos do Conference Board e surpreender vários analistas ao revelar que, na semana passada, os pedidos de subsídios de desemprego caíram cerca de 1.000, até um total de 341 mil inscritos. Assim, espera-se agora uma recuperação expressiva do mercado de emprego, que por muitos é considerado o principal problema da economia dos EUA.










