Os saltos altos não desapareceram das passerelles, mas os designers que apresentaram as suas novas colecções nas recentes semanas de moda internacionais propõem sapatos e botas com saltos mais baixos. «Estão mais originais e mais confortáveis», afirmou Dana Schwartz, directora de comunicações da Jill Stuart, referindo-se às propostas de calçado apresentadas. Este designer nova-iorquino juntou estampados ousados e abstractos de animais, cores fortes em ferrugem, vermelho, laranja, preto e beringela e saias abaixo dos joelhos, numa colecção inspirada na floresta e num conto de fadas de Inverno, com botas de cunha, botins e meias enrodilhadas à volta ou acima dos tornozelos. Sapatos mais robustos ofuscaram os estilos femininos e deram à colecção um toque subtil. «Acrescenta jovialidade ao conjunto geral», acrescentou Schwartz. As meias coloridas em tons escuros deram um toque adicional e acompanharam quase todos os conjuntos. Adam Lippes, fundador e director criativo da ADAM, também propôs meias na sua colecção para a próxima estação fria, mas em vez de calçado mais robusto, combinou os modelos com sapatos de salto alto da Manolo Blahnik para conseguir um visual funky, mas feminino. Meias brancas, castanhas e pretas, usadas com saltos altos de tiras no tornozelo, adicionaram o toque final a uma saia plissada com botões, vestidos de seda estampados, um vestido sem alças e um vestido bordado a ouro numa colecção inspirada por uma visita ao National Museum of the American Indian, em Manhattan. Botins de cunha e botas militares também completaram a proposta do designer Charlotte Ronson para um visual grunge sombrio, completado com blusas grossas, casacos militares, calças de perna larga, saias compridas e mini-saias. «Parte do problema é o factor conforto», apontou Erin Conroy, porta-voz do produtor italiano de calçado Via Spiga. «Para as mulheres que procuram conforto, a cunha é uma óptima solução porque não é necessário sacrificar a altura para estar confortável», concluiu Conroy.











