À semelhança do que acontece com a maioria dos retalhistas e marcas de vestuário, a Abercrombie & Fitch (A&F), especializada no segmento de adolescentes, reconhece que o aumento dos preços é um mal necessário para ajudar a combater a escalada dos custos. «Não há dúvida de que os custos de aprovisionamento são a maior tormenta que enfrentamos», considera o director-geral Mike Jeffries, acrescentando que «estamos a antecipar aumentos de custos de dois dígitos para o Outono de 2011». Relativamente a quanto e onde estes aumentos de custo serão transferidos, Jeffries afirma que «claramente, temos mais oportunidade de passar os aumentos nos nossos negócios internacionais do que ao nível nacional». Mas sublinha que, apesar de a empresa sentir-se confortável em poder passar uma parte destes aumentos para o cliente, «não estamos confortáveis com o quanto». Outra questão sobre a qual a Abercrombie & Fitch é inflexível prende-se com a abordagem de longo prazo, não pretendendo sacrificar a qualidade para conseguir reduções de custos. «Existem alguns truques que podemos fazer e que não vão tirar qualidade ao produto, mas passa a custar um pouco menos», explica Jeffries. «Temos a oportunidade de fazer mais isso na marca Hollister do que na marca Abercrombie & Fitch». Jeffries aponta que as medidas para reduzir os custos unitários médios sem sacrificar a qualidade incluem a compra conjunta de tecidos para as marcas e a agregação de produtos semelhantes. E quanto ao provável impacto do aumento dos preços sobre as vendas, a empresa está a monitorizar a dinâmica de forma contínua. «A questão nesta tensão é que tem de ser gerida com cuidado e realmente numa base semanal», indica Jeffries. «E as empresas que conseguirem fazer isso, acho que vão ultrapassar isto. Aqueles que não conseguirem, eu acho que elas enfrentarão grandes problemas», O retalhista norte-americano, que opera as lojas Abercrombie & Fitch, Abercrombie Kids, Hollister Co e Gilly Hicks, tem encerrado as lojas de baixo desempenho nos EUA, concentrando-se nos mercados internacionais para impulsionar o crescimento. Por consequência, ao longo do ano até ao dia 29 de Janeiro, os negócios internacionais subiram 79%, enquanto as vendas internas cresceram 10%. Mas das 1.069 lojas que possui, apenas 52 estão fora dos EUA. Esta situação deverá mudar ao longo do corrente, com 300 milhões de dólares destinados a novas lojas e remodelações. Estão previstas lojas da Abercrombie & Fitch em Paris, Madrid, Dusseldorf, Bruxelas, Dublin e Singapura, juntamente com 30 a 40 lojas internacionais da Hollister. No último exercício fiscal, o lucro da empresa subiu para os 150,3 milhões de dólares, ou 1,67 dólares por acção, contra apenas 0,3 milhões de dólares ou 0,00 dólares por acção no exercício anterior. As vendas líquidas cresceram 18%, dos 2,93 mil milhões de dólares para os 3,47 mil milhões de dólares, enquanto as vendas para o mesmo número de lojas subiram 7%.











