Mercado europeu: devagar se vai ao longe

As vendas europeias de têxteis, vestuário e calçado aumentaram 1% em Dezembro, em comparação com o mês anterior, descendo 0,2%, em comparação com Janeiro de 2001, um sinal claro de que os consumidores europeus se mantêm cautelosos. Acima de tudo as vendas a retalho aumentaram 0,7% em Janeiro, em comparação com o mesmo mês no ano passado, de acordo com números avançados na passada Quinta-feira pela Eurostat, aumentando 0,3% em comparação com Dezembro. Depois de terem esperado com paciência e expectativa em muitos países da União Europeia (UE), os consumidores estão agora menos optimistas. Já os industriais e os retalhistas esperam um ressalto nas vendas para os meses que se seguem. O sentimento económico da UE subiu de novo em Março, de acordo com a Comissão Europeia, chegando mesmo a ultrapassar a média do ano passado graças à melhoria da confiança dos produtores, dos fornecedores de serviço e dos retalhistas. Apesar de terem anunciado um aumento dos stocks em Março, os retalhistas europeus anunciaram que vão fazer mais encomendas num futuro próximo, antecipando um aumento nas vendas. Os compradores aparentemente não prestam atenção ao corrente nível das vendas, temendo a falta de produtos para a segunda metade do ano. Melhor confiança na Alemanha, França e Bélgica A Comissão Europeia reportou grandes diferenças entre os países. Enquanto retalhistas da Bélgica, Dinamarca e Alemanha foram mais optimistas do que no mês anterior, os administradores austríacos, britânicos, italianos e suecos do sector mostraram um maior pessimismo do que em Fevereiro. Igualmente, a confiança dos consumidores aumentou na Bélgica, Alemanha e França, enquanto diminui na Espanha e na Itália, tendo-se mantido estável no Reino Unido. Recuperando lentamente, o crescimento económico só pode atingir os 1,2% este ano na zona euro, anunciou o Banco Central Europeu na passada Quinta-feira, subindo contudo para 2,2% em 2003. O desemprego deveria estabilizar em 2001, antes de diminuir no ano seguinte.