Start-up escocesa obtém financiamento para corantes de algas

A SeaDyes, que produz corantes têxteis à base de algas marinhas, entrou na fase de criação de empresa do programa de spin-off da Scottish Enterprise, garantindo um financiamento equivalente a cerca de 231 mil euros.

Isla Fowler, Jessica Giannotti e Ian Laird [©James Hutton Institute]

Fundada pela cientista marinha e especialista em biotecnologia Jessica Giannotti, em 2023, a SeaDyes foi integrada no James Hutton Institute, em Invergowrie, no início de 2025, passando a operar na instituição.

Desde então, a start-up tem desenvolvido uma tecnologia proprietária de corantes derivados de algas marinhas, descrita como uma alternativa natural e não tóxica aos corantes à base de petróleo. De acordo com o James Hutton Institute, o tingimento e acabamento têxtil são responsáveis por 20% da poluição das águas residuais industriais e por cerca de 3% das emissões globais de dióxido de carbono, com previsão de aumento para 10% até 2050.

Com o apoio da Scottish Enterprise e do instituto, que disponibilizaram espaços de trabalho, equipamento e apoio comercial através da Hutton Scientific Services, a SeaDyes conseguiu desenvolver protótipos viáveis, estabelecer contacto com mais de 100 potenciais clientes e firmar parcerias plurianuais de investigação.

Jessica Giannotti sublinha que «estar integrados no James Hutton Institute proporcionou-nos um lar, uma plataforma, com acesso a uma combinação única de excelência científica, excelentes instalações e capacidades de comercialização que raramente se encontram num único local».

Além disso, a start-up reforçou a equipa com Isla Fowler, mestre em Design de Moda e Têxteis pela Universidade Heriot-Watt, nomeada técnica de inovação têxtil, e Ian Laird, nomeado responsável comercial.

[©James Hutton Institute]
Ian Laird afirma estar «entusiasmado por apoiar a inspiradora Jessica Giannotti na sua visão de desenvolver corantes de base biológica para utilização em têxteis, utilizando algas marinhas como matéria-prima sustentável e renovável. O trabalho que está a ser realizado na SeaDyes representa um passo importante no sentido de repensar a forma como a cor é criada, com a sustentabilidade e a responsabilidade ambiental no centro. Juntar-me à SeaDyes nesta fase crucial é particularmente emocionante, uma vez que a empresa avança para comercializar a sua tecnologia inovadora a partir do James Hutton Institute».

Colin Campbell, CEO do James Hutton Institute, acrescenta que a SeaDyes representa «uma perspetiva muito empolgante e uma abordagem inspiradora baseada na natureza que visa resolver um problema historicamente difícil e intratável para a indústria dos corantes. Estamos muito satisfeitos por eles estarem no James Hutton Institute e a aproveitar a nossa experiência em produtos naturais».

Do lado do Scottish Enterprise, Leah Pape, diretora de serviços de alto crescimento, considera que o financiamento «para a criação da empresa marca um passo crucial para a SeaDyes, fornecendo o capital e o apoio estruturado necessários para acelerar o percurso até à spin-off», acrescentando que permitirá à equipa construir uma proposta comercial robusta e posicionar o negócio para captar investimento.

A SeaDyes procura agora financiamento adicional junto de novos parceiros.