A Primark, detida pela Associated British Foods (ABF), mantém inalteradas as perspetivas para o conjunto do ano e continua a apostar no reforço da sua proposta de valor através de novos produtos, preços mais competitivos e maior investimento em marketing digital.
Na atualização de resultados divulgada a 1 de julho, a ABF revelou que as vendas da Primark atingiram 2.920 milhões de libras (cerca de 3,4 mil milhões de euros) no terceiro trimestre, um aumento de 3% a câmbios constantes e de 4% a câmbios atuais. No acumulado dos primeiros nove meses do exercício, a retalhista soma receitas de 7.577 milhões de libras, mais 2% a câmbios constantes.
O crescimento foi sustentado pela expansão da rede comercial, que contribuiu com cinco pontos percentuais para a evolução das vendas. Em contrapartida, as vendas comparáveis recuaram 2,2%, refletindo a atual conjuntura. «Num ambiente de consumo desafiante na maioria dos nossos mercados, continuámos a reforçar a nossa proposta para os clientes, incluindo uma oferta de produto melhorada, um maior foco no preço e na perceção de preço e um aumento do investimento em marketing e no envolvimento digital com os clientes», refere um comunicado da ABF.
A moda feminina, principal categoria da Primark, voltou a destacar-se como a área de melhor desempenho, beneficiando de melhorias na qualidade e no corte das peças, da expansão das coleções coordenadas e do lançamento de novas linhas, como a By Coleen, bem como de campanhas promocionais como Major Finds.
No Reino Unido, as vendas cresceram 1% no terceiro trimestre, com as vendas comparáveis praticamente estáveis (+0,8%). Depois de um arranque forte da campanha primavera/verão em março, os meses de abril e maio registaram um desempenho mais fraco devido ao impacto do conflito no Médio Oriente sobre a confiança dos consumidores e às condições meteorológicas desfavoráveis. A melhoria do tempo em junho impulsionou a procura.
Na Europa Continental, responsável por 47% das vendas da retalhista, o desempenho manteve-se mais pressionado. As vendas totais recuaram 1% e as comparáveis diminuíram 3,6%, num contexto de fraca confiança dos consumidores. Para inverter esta tendência, a Primark está a reforçar a perceção de valor da marca, a execução nas lojas e o investimento em marketing digital. Em Espanha, o seu maior mercado europeu, foi recentemente lançada a primeira campanha de marketing totalmente integrada, seguindo a estratégia já implementada no Reino Unido, estando previstas novas campanhas noutros mercados europeus durante o verão.
Nos EUA, as vendas aumentaram 16%, apoiadas pela abertura de três novas lojas, incluindo a primeira loja em Manhattan, Nova Iorque, elevando para 41 o número total de pontos de venda no país.
Já o negócio em franchising no Médio Oriente, atualmente composto por três lojas no Dubai e uma no Kuwait, apresentou igualmente um desempenho sólido, apesar do contexto regional.
«Embora o ambiente de retalho tenha permanecido desafiante na maioria dos mercados, a Primark continuou a reforçar a sua proposta para os clientes, incluindo novos lançamentos de produtos, um maior foco no preço e um aumento do investimento em marketing, particularmente no digital. Estamos a fazer bons progressos e ainda há mais para vir», indica o CEO George Weston.
Para o exercício de 2026, a Primark mantém inalteradas as previsões e continua a antecipar uma margem operacional ajustada de cerca de 10%. «Estamos a fazer bons progressos na revitalização da proposta da Primark para os clientes, incluindo um maior investimento em iniciativas para impulsionar o crescimento das vendas comparáveis e reforçar as nossas capacidades tecnológicas», conclui o comunicado.




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