A Associated British Food (ABF), proprietária da Primark, revela que a retalhista deverá registar um crescimento de cerca de 1% no segundo semestre fiscal, que termina a 13 de setembro, mas com uma descida de 2% nas vendas comparáveis. Para o conjunto do ano, o crescimento previsto é igualmente de 1%, apoiado pela expansão da rede de lojas.
George Weston, diretor executivo da ABF, destaca a resiliência do grupo num contexto económico adverso, mostrando-se «satisfeito com o desempenho do grupo na segunda metade do nosso ano fiscal, num ambiente que continua a ser desafiante, caracterizado pela cautela dos consumidores, incerteza geopolítica e inflação. A Primark apresentou um melhor desempenho comercial no Reino Unido e um forte crescimento das vendas nos EUA, enquanto o comércio no continente [europeu] foi mais fraco num ambiente de consumo mais débil».
No Reino Unido e na Irlanda, as vendas aumentaram 1% em relação ao primeiro semestre e a quota de mercado subiu de 6,6% para 6,8%. O grupo aponta que as vendas subiram 1% no terceiro trimestre, com vendas significativas no período da Páscoa. O envolvimento digital, incluindo a expansão do serviço “click and collect” para as 187 lojas britânicas, contribuiu para o desempenho.
Para Portugal e Espanha, a ABF prevê um incremento de 2% nas vendas do segundo semestre, enquanto para França e Itália antecipa uma queda de 4%. A Europa Central e de Leste deverá avançar 9%, beneficiando de aberturas recentes de lojas, mas a Europa do Norte deverá recuar 2%, apesar da melhoria de rentabilidade decorrente da reestruturação da rede na Alemanha e nos Países Baixos.
Nos EUA, a Primark continua em expansão, com vendas a crescerem cerca de 23% no segundo semestre, após uma subida de 21% no terceiro trimestre, impulsionado pela abertura de quatro lojas no país, incluindo a primeira no Tennessee.
Nos últimos seis meses, a retalhista irlandesa inaugurou 15 lojas, distribuídas pelos EUA, Espanha, Portugal, França, Itália, Roménia e Reino Unido, e concluiu a remodelação de 22 espaços. No Médio Oriente, prepara a abertura da primeira loja no Kuwait, em outubro deste ano, seguida por duas no Dubai no início de 2026.
«Num contexto de volatilidade contínua em 2026, começaremos a ver os benefícios das nossas ações recentes e do investimento contínuo», sublinha George Weston.
De acordo com a Reuters, os analistas preveem que o grupo, na sua totalidade, reporte um lucro operacional inferior a dois mil milhões de libras (aproximadamente 2,3 mil milhões de euros) – valor obtido no ano fiscal anterior –, principalmente porque a ABF antecipa que o seu negócio de açúcar registe prejuízos.




![Primark_11setembro2025[©Primark]](https://portugaltextil.com/wp-content/uploads/2025/09/Primark_11setembro2025©Primark-696x464.jpg)






