O luxo em força

O retalho de luxo continua a mostrar um forte crescimento nos principais mercados mundiais, segundo um estudo da empresa de imobiliário comercial Colliers International. O estudo, que analisou 125 mercados de imobiliário para retalho em 50 países, sublinhou que um dos principais fatores a impulsionar as vendas no sector do luxo incluem um nível crescente de confiança dos consumidores «devido em parte a uma memória esfumada da recente crise económica mundial». Outro motor de crescimento no retalho de luxo é a subida «considerável» no rendimento dos que ganham mais, impulsionando uma maior propensão para gastar. O estudo mostra que os retalhistas de luxo estão a beneficiar dos aumentos de rendimento entre os que ganham mais em muitos dos principais mercados mundiais, incluindo Paris, Londres, Nova Iorque e as principais cidades da Ásia. «A nossa análise revela o que temos visto este ano: um mercado de retalho que está prudentemente otimista e a crescer de forma sustentada em muitos sectores apesar de alguns sobressaltos de cautela devido a ameaças ao crescimento económico mundial e à sombra do comércio eletrónico», afirma Anjee Solanki, diretora nacional de serviços de retalho para os EUA da Colliers International. «O luxo, em particular, é um grande impulsionador da expansão que estamos a registar, mesmo em regiões como a Europa e a Ásia, com um débil crescimento do PIB e do consumo», acrescenta. A expansão da força de trabalho e da classe média está também a alimentar a necessidade de nova oferta, que está concentrada em mercados em desenvolvimento na Europa, no Médio Oriente e na Ásia, que têm crescimento económico, estabilidade política, uma crescente classe média e legislação que permite fazer negócios facilmente. O otimismo está, contudo, temperado pelas ameaças ao crescimento económico mundial e ao espectro do comércio eletrónico. As vendas online estão a afetar tanto os retalhistas tradicionais como os do sector do luxo em todo o globo, exercendo pressão nos comerciantes para se tornarem mais criativos, com conceitos relacionados com a utilização do espaço. Uma estratégia popular é transformar lojas em showrooms de produto numa tentativa de gerar mais tráfego e vendas online adicionais. A performance está mais forte nos mercados da high street e há um crescente desenvolvimento nos mercados emergentes. A visão positiva no geral é sublinhada pela recuperação económica nos EUA e por um forte crescimento do mercado de trabalho em muitas partes do mundo. No top 10 das maiores rendas de retalho por ano (por pé quadrado e em dólares americanos), está a 5.ª Avenida em Nova Iorque, no primeiro lugar, com a Madison Avenue, igualmente em Nova Iorque, a fazer também parte da lista. Hong Kong tem três lugares e a lista fica completa com Londres, Milão, Moscovo, Paris e Zurique, com uma localização cada.