A empresa esteve pela primeira vez no Modtissimo, onde procurou mostrar a sua vasta gama de produtos e o compromisso com a qualidade e a diversidade que caracterizam a sua oferta. «Tem a ver com a diversidade do mundo da moda e tentar mostrar a diversidade dos nossos produtos e do nosso saber-fazer, do nosso saber-estar», explica a CEO Adília Silva ao Portugal Têxtil. «O objetivo é mostrar-nos e fazer a captação de clientes», acrescenta.
A participação surgiu num contexto desafiante, com incertezas a afetar o mercado. «O mercado não está fácil, portanto, se não está fácil, temos de vir à procura», resume a diretora comercial Celeste Brito, que acredita que esta é a altura certa para a empresa se mostrar. «É o regresso depois da pandemia», acrescenta Adília Silva, que avança ter outras feiras em mente. «Ainda não estão oficializadas, mas estamos a planear fazer pelo menos uma feira em 2025», adianta.

Com uma produção anual de cerca de 1,5 milhões de peças por ano, a Consifex tem vindo a sentir o impacto da redução de encomendas, apesar de manter o mesmo número de clientes. «Em 2023 começamos a sentir o que está a refletir mais em 2024, que é realmente uma redução do número de peças encomendadas», indica Adília Silva, apontando que a diminuição da procura por parte dos clientes levou à diminuição da produção. Em 2023, o volume de negócios da empresa rondou os 12 milhões de euros, mas as expectativas para 2024 são mais modestas. «Vamos ficar abaixo do valor do ano passado», reconhece a CEO.
Apesar dos desafios da conjuntura, a empresa continua a exportar a quase totalidade da sua produção (mais de 95%), com a Europa como principal destino. França, Itália e Alemanha são os mercados de destaque, representando os três principais destinos de exportação. «Produzimos para os EUA, mas a percentagem ainda é reduzida», assinala Celeste Brito, que manifesta o desejo de expandir para esse mercado no futuro.
A Consifex, que emprega atualmente 90 pessoas e possui duas unidades produtivas adicionais com mais 50 trabalhadores, realizou investimentos consideráveis durante a pandemia na aquisição de novas fábricas. «Já estávamos a sentir a necessidade, porque tínhamos falta de pessoas qualificadas para a produção», justifica Adília Silva, acrescentando que essas unidades complementam a produção existente.
Para o futuro, a Consifex mantém-se focada em consolidar a sua presença no mercado de gama média-alta. «A nossa intenção não é crescer, a nossa intenção é manter, melhorar alguns resultados e, essencialmente, focarmo-nos no mercado médio-alto, onde já estamos. Temos clientes de referência e queremos crescer nessa área», conclui a CEO.












