Zona Euro resiste

As vendas a retalho na Zona Euro ficaram acima das expetativas mas o crescimento abrandou acentuadamente em comparação com o mês anterior, com os consumidores nos países com moeda única a terem de lidar com os efeitos do abrandamento económico. As vendas nas lojas dos 17 países que partilham a moeda europeia aumentaram 0,1% em junho, após um crescimento de 0,8% em maio, segundo as estatísticas oficiais do Eurostat. O gabinete europeu de estatística reviu ainda em alta os números de maio, para 0,8%, em comparação com os 0,6% que tinha anunciado anteriormente. O resultado de junho ficou acima das expetativas médias da sondagem da Reuters de 18 analistas, que apontavam para uma estagnação das vendas. As expetativas variaram entre um aumento de 0,3% e uma quebra de 0,8%. Em termos anuais, os economistas previam uma quebra de 1,4%, com uma variação entre menos 1,9% e menos 1%, as vendas a retalho caíram 1,2%. As vendas na Alemanha, a maior economia da Zona Euro, caíram 0,1% em junho em comparação com maio, o terceiro declínio consecutivo. O declínio foi mais pronunciado na Irlanda, onde as vendas desceram 2,2%, segundo o Eurostat, com a Eslovénia a ter a melhor performance dos países com a moeda única, com um aumento de 2,4%. As vendas a retalho são um indicador muito volátil com as leituras dos meses anteriores a serem regularmente ajustadas. Contudo, os dados recentes da Zona Euro revelam um quadro cinzento da situação económica, com a crise da dívida que emergiu há cerca de dois anos e meio de Atenas – que luta agora para se manter na Zona Euro – a continuar a espalhar-se pela Europa. Mais 123 mil pessoas ficaram no desemprego na Zona Euro em junho, segundo o Eurostat, colocando a taxa de desemprego em 11,2% da população ativa, um novo máximo desde que a moeda única entrou em vigor. O Eurostat revelou ainda que a confiança económica na Zona Euro caiu para o mínimo dos últimos três anos em julho.