Zara ultrapassa H&M no pódio das marcas na Europa

A insígnia do grupo Inditex surge no segundo lugar do ranking de quota de mercado de marcas de vestuário feito pela GlobalData para 2023, tendo ultrapassado a H&M e estando agora apenas ligeiramente atrás da Nike, que mantém o primeiro lugar.

[©Inditex]

A marca de desporto continua a ser a mais importante no mercado europeu, depois de ter ultrapassado a H&M em 2022. A Nike tem atualmente, segundo o estudo Apparel Market in Europe to 2027, da GlobaData, uma quota de mercado de 2,8%, o que representa um aumento de 0,1% face ao ano anterior e uma ligeira vantagem face à Zara.

De acordo com a GlobalData, a Nike terá beneficiado de uma quebra na Adidas, que continua a ser afetada pelo fim abrupto da parceria da Yeezy, com o rapper Kanye West, e a sentir dificuldades para competir com rivais como a Nike e a Puma.

A Zara surge no segundo lugar, tendo ultrapassado a Nike. Nos nove meses até outubro de 2023, as vendas da Zara aumentaram 11,4%, um crescimento atribuído à capacidade de design e atratividade para os consumidores. O estudo da GlobalData acrescenta que a retalhista pode chegar ao primeiro lugar em 2024, tendo em conta a sua trajetória ascendente.

A H&M, por seu lado, teve um 2023 complicado, tendo caído para terceiro lugar no mercado europeu de vestuário. A GlobalData indica que os preços da retalhista sueca deveriam atrair consumidores num período de inflação continuada, contudo o design das suas propostas tem sido pouco convincente, fazendo com que os consumidores prefiram rivais como a Primark e a Shein.

A Shein, de resto, teve o maior aumento de quota de mercado em 2023, tendo subido 0,4%, para 1,8%, em comparação com 1% em 2021, graças aos preços baixos e atratividade junto da Geração Z.

Já a Primark conseguiu o maior crescimento entre 2021 e 2023, tendo registado um incremento de 0,4%. Contudo, a GlobalData aponta que este aumento se deve sobretudo à expansão no número de lojas e não a um crescimento orgânico, já que a retalhista detida pela Associated British Foods aumentou a sua presença na Europa de Leste.

O modelo baseado apenas no retalho físico da Primark fez com que a retalhista não pudesse competir com as marcas e retalhistas de moda online durante a pandemia, o que a terá levado a lançar, em setembro de 2023, um serviço de clique e recolha para a sua coleção de vestuário de senhora.

No geral, o mercado europeu de vestuário deverá crescer a uma taxa anual composta de 3,6% entre 2022 e 2027, atingindo 576,3 mil milhões de euros. O Reino Unido deverá ultrapassar a Alemanha como o maior mercado de vestuário até 2027, embora o maior crescimento seja esperado nos países da Europa de Leste, graças ao rápido desenvolvimento das suas economias.

O estudo sugere que o mercado online de vestuário terá crescido 3% em 2023, o que reflete uma taxa inferior do que o retalho físico. Contudo, sublinha a GlobalData, as vendas online de vestuário deverá ter uma melhor performance do que as vendas físicas já em 2024, impulsionadas, mais uma vez, pelo progresso tecnológico nos mercados da Europa de Leste e a preferência dos consumidores pela conveniência e escolha que está disponível online.