WEF revê a Estratégia de Lisboa na UE25

As conclusões da segunda revisão àEstratégia de Lisboa feita pelo World Economic Forum (WEF) não são favoráveis aos responsáveis políticos e económicos da UE. Quatro anos após a declaração do compromisso de tornar, até 2010, a União Europeia na economia mais dinâmica e competitiva do mundo, diversos países estão a trabalhar para progredir neste sentido.

Com o título «Lisbon Review 2004» o relatório analisa o progresso feito pelos Estados Membros relativamente aos objectivos traçados naEstratégia de Lisboa, relativamente às reformas económicas e estruturais a concretizar. Para além de analisar o desempenho dos actuais Estados Membros, o relatório avalia o desempenho competitivo dos países em vias de entrar na UE este ano, assim como os planeados para acederem em 2007.

Atribuindo uma classificação entre 1 e 7, o relatório apresenta os resultados da avaliação do desempenho de cada país em 8 dimensões distintas: criação da sociedade de informação, desenvolvimento da zona europeia para a inovação e I&D, liberalização, construção de redes empresariais, criação e integração de serviços financeiros eficientes, melhorar o ambiente empresarial, aumentar a inclusão social e intensificar o desenvolvimento sustentado.

O estudo apresenta a Finlândia como a economia mais competitiva da UE, seguida pela Dinamarca e pela Suécia. Após os três países nórdicos nas primeiras posições, o Reino Unido apresenta o melhor desempenho entre os restantes membros da UE15.

Os países do Sul da Europa (Espanha, Itália, Portugal e Grécia) apresentam um desempenho inferior nas oito dimensões em análise, posicionando-se abaixo da Estónia relativamente à pontuação final.

De acordo com os critérios daEstratégia de Lisboa, a Estónia encontra-se na primeira posição entre os países em vias de aceder à UE. Entre os pontos positivos estão a qualidade do seu ambiente empresarial e o nível de sofisticação de elementos da sociedade da informação presentes na economia, duas áreas em que pontua acima da média da UE. Na segunda posição encontra-se a Eslovénia, com pontos positivos ao nível da interacção empresarial e do desenvolvimento sustentado.

Os EUA apresentam um desempenho superior à média da UE, segundo os critérios daEstratégia de Lisboa. Posicionado abaixo dos países nórdicos, os EUA apresentam melhor desempenho nas áreas de inovação e de ambiente empresarial, duas áreas que são reconhecidas como críticas para o crescimento económico e a competitividade.

Com o objectivo de aproximar o desempenho da UE no sentido dos objectivos da estratégia de Lisboa, o estudo aponta três áreas chave de orientação, nomeadamente: a melhoraria do ambiente para a inovação e a I&D, o desenvolvimento da sociedade de informação e a criação de um ambiente empresarial conducente ao desenvolvimento da actividade económica do sector privado.