Walmart faz vestuário com tecelagem 3D

A retalhista americana vai usar a tecnologia de tecelagem Vega3D, desenvolvida pela Unspun, para produzir calças e, dessa forma, reduzir o impacto ambiental da produção de vestuário.

[©Unspun]

A microfábrica promete transformar fios diretamente em peças de vestuário de forma mais rápida e eficiente. O projeto-piloto da Walmart com a Unspun tem como objetivo dar resposta às preocupações com o desperdício na indústria do vestuário, impulsionado principalmente pela perda de tecido proveniente da tecelagem plana tradicional, corte e confeção de vestuário, e pelo descarte de inventário extra, feito para satisfazer a crescente procura dos consumidores e as tendências de moda.

Estas questões, combinadas com as emissões geradas pelo transporte de peças de vestuário e tecidos produzidos noutras zonas do globo, criaram a necessidade de soluções mais sustentáveis ​​para a cadeia de aprovisionamento do vestuário, refere um comunicado.

«No Walmart, estamos focados em trazer inovação à nossa cadeia de aprovisionamento para servir melhor os nossos clientes e resolver os desafios do sector, e a Unspun tem o potencial para fazer exatamente isso», afirma Andrea Albright, vice-presidente executiva de sourcing do Walmart. «A tecnologia que estamos a testar tem o potencial de desbloquear a criação de empregos mais qualificados nos EUA, satisfazer a procura dos consumidores por vestuário produzido localmente e cumprir o nosso compromisso de maior transparência e sustentabilidade na nossa cadeia de aprovisionamento de vestuário», acrescenta.

[©Unspun]
As duas empresas vão explorar como as máquinas de tecelagem 3D da Unspun podem ser usadas para produzir calças ao estilo do vestuário de trabalho sob uma marca própria do Walmart. Com a tecelagem 3D, o fio é usado diretamente para fazer peças de vestuário acabadas, ao passo que, tradicionalmente, o fio é introduzido em teares para fazer tecidos que são depois cortados e costurados para fazer peças de vestuário, o que, destacam as empresas, cria desperdício e exige mais tempo, tendo em conta as múltiplas etapas de produção.

Em fases posteriores, as duas empresas esperam aprofundar a colaboração, caso o projeto-piloto seja bem-sucedido. A Unspun, em colaboração com um parceiro de produção, espera implantar microfábricas fazer produção de proximidade, tendo como meta ter 350 máquinas nos EUA até 2030.

«Temos feito pequenas produções de produtos comerciais na nossa primeira microfábrica com avaliações do ciclo de vida comprovadas por terceiros para comprovar o impacto deste novo tipo de produção. Juntamente com o Walmart, vemos uma enorme oportunidade de escalar as nossas inovações, com potencial para revolucionar a indústria de produção de vestuário, trazer empregos para os EUA e reduzir drasticamente o desperdício no vestuário», sustenta a cofundadora da Unspun, Beth Esponnette.

«A tecnologia da Unspun pretende ser a forma mais rápida, com melhor qualidade e mais económica de fazer vestuário em tecido. Os líderes da indústria com o Wlamart começam a ver o futuro potencial impacto e esperamos que continue a haver interesse à medida que a Unspun cria o futuro da confeção», conclui Shuo Yang, da Lowercarbon Capital, que apoia empresas que estão a reduzir as emissões de carbono.