Vietname investe nos não tecidos

A primeira fábrica vietnamita de não-tecidos (geotêxtil) iniciou a sua actividade na passada quinta-feira, pela mão da Hanoi Industrial Canvas Textile Co, uma subsidiária da empresa pública Vinatex. A unidade de 4,72 milhões de euros utiliza a avançada tecnologia do grupo alemão Dilo e tem uma capacidade de produção de 10 milhões de metros quadrados de geotêxtil por ano, valendo actualmente mais de 3,3 milhões de euros. A Haicatex adiantou que a fábrica será muito eficiente visto que só necessita de cinco trabalhadores por turno, ou 15 trabalhadores por dia. “Com a nova fábrica, os retornos económicos gerados por 15 empregados num mês podem ser equivalentes aos de uma fábrica com 300 trabalhadores no período de um ano”, comentou o director-geral da Haicatex, Pham Hoa Binh. “O nosso investimento é um passo em frente para o aumento da nossa competitividade de forma a enfrentarmos uma concorrência cada vez mais forte, à medida que o Vietname tenta preparar-se para uma maior integração na economia global”, acrescentou o director-geral. Binh adiantou que a sua empresa já recebeu encomendas para cerca de 2 milhões de metros quadrados de geotextil industrial até ao final do ano. A empresa espera que os seus preços sejam 20 a 30% mais baixos do que os das importações. “A fabricação de não-tecidos é um salto muito grande na tecnologia para a indústria têxtil vietnamita”, afirmou o presidente da administração da Vinitex, que também exerce o cargo de presidente da Associação do Têxtil e Vestuário do Vietname, Le Quoc Na. “Este é um dos projectos que usa fundos governamentais como parte integrante do plano que a indústria de têxtil e vestuário vietnamita tem, para acelerar os investimentos”, acrescenta o dirigente associativo. O Vietname gasta por ano milhões de dólares na importação de geotêxteis e prevê-se que a procura interna deste material aumente para mais de 15 milhões de metros quadrados por ano. A Vinatex pretende aumentar a produção de geotêxteis no mercado interno para acompanhar o crescimento da procura, de forma a substituir gradualmente todas as importações.