De acordo com os números divulgados pela Victoria Beckham, o volume de negócios aumentou 15% em 2025 em comparação com o ano anterior, para 129,8 milhões de libras (cerca de 151 milhões de euros) e, pela primeira vez desde a sua fundação, em 2008, registou um lucro operacional positivo, de 7,3 milhões de libras (em comparação com um prejuízo de 1,6 milhões de libras em 2024).
A empresa, que é detida maioritariamente por Victoria e David Beckham – a NEO Investment Partners detém uma quota de 30% – revela que a área de moda registou «forte procura na alfaiataria, vestuário de cerimónia e vestuário sofisticado para o dia a dia». A área de beleza, com a marca VB Beauty, que conta com cerca de 300 pontos de venda em 15 mercados e representa cerca de dois-terços das vendas, segundo o Financial Times, também registou uma forte procura, sobretudo nas bases de maquilhagem.
«Todos trabalhámos arduamente durante muito tempo para chegar a este momento de rentabilidade e crescimento», afirmou Victoria Beckham em entrevista ao Financial Times.
Já este ano, a empresa revela que o primeiro semestre deste ano manteve o crescimento a dois dígitos das vendas que tem vindo a registar nos últimos cinco anos.
Na entrevista ao jornal britânico, Sybille Darricarrère Lunel, CEO do negócio da moda, indicou que «a moda tem um grande potencial. Os vestidos representaram um terço das vendas no ano passado, mas estamos a introduzir mais malhas e vestuário exterior. O calçado representa uma enorme oportunidade de crescimento, está a ter um desempenho extremamente positivo, e queremos apostar nos artigos de couro».
Em termos geográficos, avançou, «geograficamente, os EUA são obviamente um grande mercado. Abrimos em Miami e vamos abrir uma loja na Mercer Street, em Nova Iorque, em setembro. O Médio Oriente é a nossa segunda prioridade, depois dos EUA».
Na análise à atual conjuntura, Sybille Darricarrère Lunel considera que «um dos principais problemas atuais no luxo é os clientes não sentirem autenticidade, que é precisamente o nosso principal ativo. Nunca tentámos fazer um reset à nossa imagem ou mudar de designer. A nossa fundadora continua presente e a conduzir a marca».
«E também ao preço certo», acrescentou Victoria Beckham. «Quando reestruturámos o negócio de moda, encontrámos um ponto de equilíbrio em que vimos potencial. Estar verdadeiramente em sintonia com aquilo que as pessoas estão dispostas a gastar foi um ponto de viragem para nós», resumiu a designer e fundadora da empresa.



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